Fábio Mitidieri, aos poucos, tem cumprido a promessa de ser o “governador do emprego”, contudo ainda tem desafios a serem superados

Sergipe registra o maior estoque de empregos da história, mas ainda tem mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada

Por Uilliam Pinheiro

No dia 01 de janeiro de 2023, o recém-empossado governador, Fábio Mitidieri (PSD), em seu discurso de posse na Assembleia Legislativa de Sergipe, profetizou: “Serei o governador do emprego, para dar dignidade aos milhares de pais e mães de família que hoje amargam o desemprego. Para fazer o emprego chegar aos jovens, às moças e rapazes que sonham ganhar seu próprio dinheiro e edificar suas vidas. Essa é a minha luta, o meu mantra.”

Passados dois anos e seis meses de sua gestão, a geração de empregos bate recordes mês a mês. Para exemplificar, neste ano, Sergipe registrou o maior estoque de empregos formais da história para o mês de junho. O Estado alcançou 348.849 postos de trabalho. A perspectiva, segundo especialistas, é que 2025 termine como o ano de maior estoque de empregos da história de Sergipe

Segundo o economista Márcio Rocha, com a política de incentivo ao turismo e a atração de novos empreendimentos, graças ao ambiente de negócios favorável, a expectativa é que Sergipe encerre 2025 com o maior estoque de empregos já registrado e, consequentemente, com a menor taxa de desemprego da história do Estado. “Mantido o ritmo atual, 2025 tem potencial para se tornar o ano com o maior estoque de empregos da história de Sergipe, já que estamos obtendo recordes sucessivos de trabalhadores com carteira assinada todos os meses. A continuidade do fluxo turístico, a expansão de novos empreendimentos e a estabilidade da economia nacional serão decisivos para atingir essa marca”, afirma o economista.

“Os resultados são frutos da combinação de três pilares”, é o que diz o secretário do Estado do Trabalho, Jorge Teles. São eles: clima de confiança para atrair investimentos, onde a gestão Fábio Mitidieri tem trabalhado para criar um ambiente seguro e favorável aos negócios, com apoio a empreendedores, incentivos à instalação de novas empresas, ampliação da infraestrutura e estabilidade fiscal; Qualificação profissional alinhada às demandas do mercado que tem os programas Qualifica Sergipe, o Primeiro Emprego e o GO Sergipe – Geração de Oportunidades, como carros chefes; e Integração de políticas públicas que consiste num trabalho integrado entre secretarias e em parceria com municípios, setor privado e instituições como SENAI, SENAC, SEBRAE e universidades.

Jorge Teles é otimista e crava meta a ser alcançada pela gestão Fábio Mitidieri. “Sergipe vive um momento único na geração de empregos formais, fruto de um trabalho articulado, planejado e contínuo que o governador Fábio Mitidieri colocou como prioridade desde o primeiro dia de gestão. A meta de ser o “governador do emprego” e de ter mais sergipanos com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família não é apenas um discurso: é um compromisso transformado em ações concretas”, afirma.

E os bons ventos não se limitam à geração de empregos. Segundo o IBGE, Sergipe registra o segundo maior salário médio de admissão do país, atrás apenas de São Paulo. O valor de R$ 2.455,51 é o que, em média, os sergipanos estão recebendo como primeiro salário — um indicativo de que a mão de obra local está mais qualificada.

Contudo, mesmo com os bons números, o governador ainda enfrenta desafios. A taxa de informalidade, embora em queda trimestre a trimestre segundo as PNADs Contínuas, ainda é alta. No 2º trimestre de 2024, ela foi de 49,2% em Sergipe.

Outro desafio é o número de beneficiários do Bolsa Família, que ainda supera o de trabalhadores com carteira assinada no Estado. Segundo dados do Governo Federal divulgados em julho de 2025, mais de 364,4 mil famílias recebem o benefício. Aracaju concentra o maior número (57,6 mil), seguida por Nossa Senhora do Socorro (31,5 mil), Lagarto (21 mil), Itabaiana (12,9 mil) e Tobias Barreto (12,1 mil).

Em junho de 2025, segundo o CAGED, Sergipe tinha 348.849 postos de trabalho, enquanto em julho mais de 364,4 mil famílias recebiam o Bolsa Família — uma diferença superior a 15 mil famílias.

Fábio Mitidieri costuma afirmar que “o maior programa social é o emprego”. Assim, ainda é preciso avançar para que mais sergipanos tenham carteira assinada e possam contar com a dignidade de receber pelo fruto do próprio trabalho, em vez de depender de um programa de transferência de renda que cumpre seu papel, mas precisa ser temporário.

O que diz a gestão Fábio Mitidieri

Primeiro, é importante lembrar que ter uma carteira assinada não exclui automaticamente o beneficiário de receber o Bolsa Família. Portanto, não é correto assumir que todos os sergipanos no programa não possuam trabalho formal. A comparação direta entre beneficiários e empregados com carteira só faz sentido quando se analisa o recorte específico de quem está nas duas situações.

O que os dados mostram é que Sergipe vem registrando uma curva descendente no número de beneficiários do Bolsa Família, ao mesmo tempo em que cresce, de forma consistente, o número de empregos formais. Quando iniciamos a gestão, havia mais famílias dependentes do Bolsa Família (414 mil) do que trabalhadores com carteira assinada (313 mil). Hoje, revertendo essa realidade, temos menos famílias no programa (378 mil) e mais pessoas empregadas formalmente (348 mil), comprovando que as políticas públicas estão gerando oportunidades e reduzindo a dependência do benefício.

Em junho, o estado alcançou o maior estoque de empregos com carteira assinada da sua história: mais de 348 mil postos, resultado de ações como o Qualifica Sergipe, o GO Sergipe e o Programa Primeiro Emprego, que vêm ampliando a inserção de jovens e trabalhadores no mercado.

Nos indicadores sociais, também há avanços expressivos. Em 2024, Sergipe registrou as menores taxas de pobreza e extrema pobreza desde 2012, com cerca de 176 mil pessoas saindo da condição de pobreza e 84 mil da extrema pobreza. Isso demonstra que as estratégias de geração de renda e inclusão produtiva estão funcionando.

Vale lembrar que, com a Regra de Proteção do Bolsa Família, famílias que conquistam trabalho formal não perdem imediatamente o benefício, o que garante uma transição segura e evita retrocessos para quem está saindo da vulnerabilidade.

Acreditamos que manteremos o ritmo atual de geração de empregos, somado ao investimento privado e às políticas já em andamento, consolidando um novo ciclo de desenvolvimento, dignidade e autonomia.

É claro que a desigualdade brasileira é histórica e não se resolve a curto ou médio prazo. Mas as conquistas recentes na atração de empresas, na geração de empregos, no fortalecimento do setor energético e na melhoria dos índices sociais mostram que estamos no caminho certo. A prioridade dada à Educação é o alicerce para que as mudanças sejam duradouras e alcancem as próximas gerações, pois não há transformação social real sem acesso a uma educação de qualidade.

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