Por Uilliam Pinheiro
“Nunca vou trabalhar para os políticos. Eu vou trabalhar para o povo. No dia em que o povo quiser me tirar, ele é a autoridade máxima, ele vai tirar. E é assim.” Foi com essa fala que a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL), respondeu às críticas da oposição em entrevista concedida à radialista Magna Santana, nesta terça-feira (12), e divulgada no Jornal da FAN.
Desde o início da gestão, Emília tem recebido críticas de vários setores da oposição. Além do líder da oposição na Câmara de Vereadores, Elber Batalha, recentemente a deputada federal Katarina Feitoza e a candidata derrotada pelo PT, Candisse Carvalho, aumentaram o tom contra a administração da prefeita de Aracaju.
Emília Corrêa aponta que as razões para as fortes críticas que vem sofrendo estão ligadas ao fato de que os agrupamentos políticos que perderam a eleição não se conformam e se incomodam com o trabalho que ela vem desempenhando à frente da prefeitura. “Eu sabia que ia ser assim. Eu vi na campanha. A campanha estava difícil? Estava. Mas eu sabia que seria muito mais difícil quando eu ganhasse. Eu ganhei. O incômodo é grande. O mesmo grupo que nos combateu na campanha com tanta desinformação e tanta mentira que já mostramos, não descansou e nem vai descansar, mas o povo sabe quem é quem”, declarou a prefeita.
Questionada sobre a fala do governador Fábio Mitidieri, que defendeu a aquisição de ônibus movidos a gás em vez de ônibus elétricos, a prefeita rebateu e defendeu a compra dos veículos movidos a eletricidade. “O ônibus a gás é uma energia limpa, mas veja: o ônibus a gás é a transição para o elétrico, porque a energia do elétrico é zero, zero, zero poluente. Ele não polui nada. E tem uma coisa, gente: quem defende o meio ambiente, quem discute o meio ambiente e não defende ônibus elétrico está em contradição, porque cada ônibus elétrico equivale a 900 árvores plantadas. Logo, estamos limpando o gás carbônico da cidade. Aracaju merece o melhor. Aracaju merece o elétrico, porque não é o futuro, é o presente.”
Em relação à retirada dos ônibus elétricos de circulação, Emília explicou que a decisão foi tomada para evitar qualquer afronta ao Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu todo o processo de compra dos veículos. “Por precaução e respeito ao Tribunal de Contas, para que o Tribunal não entendesse que esta prefeita estava afrontando a decisão mantendo os ônibus circulando, já que toda a negociação estava suspensa, e considerando que o objeto da negociação eram justamente os ônibus, como eu deixaria os veículos nas ruas se não havia tempo hábil para efetuar o pagamento? Tive esse cuidado [de retirá-los de circulação] em respeito ao Tribunal de Contas”, declarou.
Por fim, a prefeita reforçou que suas decisões têm incomodado um sistema que resiste a mudanças, como a implantação dos ônibus elétricos. “E parece que os ônibus estão incomodando muito. Aí eu pergunto: estamos incomodando a quem? Não é o povo. Estamos incomodando aqueles que não estão no poder, que quiseram chegar lá e não conseguiram”, disparou Emília Corrêa.





