O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, afirmou em entrevista ao CajuCast que o atual impasse envolvendo o consórcio metropolitano de transporte coletivo da Grande Aracaju precisa ser resolvido com urgência para não prejudicar a população. Entusiasta do modelo, ele destacou que a capital já gere há décadas todo o sistema e arca sozinha com os subsídios, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).
“Sou defensor do consórcio porque acredito que ele pode representar um avanço real para o transporte coletivo. Mas é preciso deixar claro: a integração já existia muito antes do consórcio e sempre foi coordenada pela SMTT de Aracaju”, afirmou. Ricardo lembrou que até mesmo a licitação realizada no ano passado — contestada por órgãos de fiscalização — foi conduzida pela SMTT, já que juridicamente o consórcio só poderia existir após esse processo.
O vice-prefeito frisou que não se opõe ao modelo, mas criticou o “imbróglio político” que, segundo ele, trava as melhorias necessárias. “Se for para continuar nesse debate que não vai pra frente, pessoalmente defendo que Aracaju saia do consórcio e mantenha o sistema integrado, como sempre fez”, disse.
Ricardo também relembrou sua participação no início da implantação do sistema integrado, ainda como estudante e estagiário da SMTT. “Acompanhei a formatação do sistema desde o começo. Eu contava passageiros dentro dos ônibus para calcular a quantidade de veículos por linha, depois ia às garagens e finais de linha fiscalizar. Sei da importância desse serviço para a cidade e acredito que temos tudo para melhorá-lo”, ressaltou.
Confira a entrevista completa abaixo:
Por Assessoria de Comunicação





