Danielle Garcia mira Assembleia Legislativa para conquistar seu primeiro cargo eletivo

Após disputar três eleições majoritárias, a delegada poderá ir para sua primeira disputa proporcional

Por Uilliam Pinheiro

Diferente de outros personagens que iniciam sua trajetória política disputando cargos proporcionais para depois buscar ascender a cargos majoritários, a delegada e atual secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Danielle Garcia (MDB), seguiu uma rota diferente. Com uma imagem forte de delegada que combate a corrupção, ela aceitou o desafio de disputar a Prefeitura de Aracaju nas eleições de 2020 — e não fez feio: foi a primeira mulher a chegar ao segundo turno, perdendo para o prefeito Edvaldo Nogueira, que buscava a reeleição. Naquela eleição, Danielle perdeu, mas saiu grande.

Com o nome consolidado junto ao eleitorado aracajuano, a delegada poderia ter optado por uma disputa proporcional — para deputada estadual ou federal. Entretanto, mais uma vez, mirou alto: o tapete azul do Senado. Liderava as pesquisas até a última semana antes da votação, contudo, a força das máquinas se fez valer, e Danielle perdeu fôlego na reta final, vendo novamente a vitória escapar.

Após disputar duas eleições no campo oposicionista, a delegada decidiu aderir à campanha do então candidato da base governista, Fábio Mitidieri, tornando-se posteriormente integrante do grupo político que administra Sergipe há mais de 20 anos. Esse movimento, para muitos, fez Danielle perder parte do seu discurso e, consequentemente, uma parcela de seu eleitorado. Por outro lado, permitiu a ela colocar em prática políticas públicas nas quais acreditava — e tem colhido, na esfera administrativa, resultados positivos, com a redução dos índices de violência contra as mulheres e a ampliação de direitos femininos.

Chegando às eleições de 2024 — novamente com o objetivo de disputar a Prefeitura de Aracaju —, Danielle Garcia contava com o recall das últimas eleições. Contudo, agora fazia parte de um agrupamento político, o grupo governista, que já tinha outros nomes na disputa: Luiz Roberto, candidato de Edvaldo Nogueira e seu escolhido à sucessão, e Yandra Moura, deputada federal com um poder econômico sem precedentes na política aracajuana. Mesmo ciente de que o cenário era totalmente diferente das eleições anteriores, Danielle preferiu entrar de cabeça na disputa. Dessa vez, porém, o resultado não foi o esperado: teve um desempenho abaixo do previsto e percebeu que era hora de recalcular a rota.

Agora, com a eleição de 2026 se aproximando, a delegada Danielle — que chegou a ter seu nome cogitado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados — optou por concorrer à Assembleia Legislativa de Sergipe, em busca de sua primeira vitória eleitoral. Mais experiente politicamente, ela compreendeu que é preciso trabalhar com os pés no chão, pois o jogo eleitoral não é fácil. Dessa forma, decidiu começar de baixo para, aos poucos, ascender a cargos mais altos — e, quem sabe, um dia realizar seu grande sonho: administrar a capital sergipana.

Mesmo com grande potencial, a disputa pela Assembleia Legislativa não será tarefa fácil e representará uma verdadeira prova de fogo. E Danielle tem plena consciência disso.

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