Assessor pede exoneração e chama André Moura de “criminoso” em carta a Cláudio Castro

Victor Travancas, assessor da Casa Civil, expõe forte discordância com a manutenção de André Moura como secretário de Governo

Uma nova crise se instalou no alto escalão do governo do Rio de Janeiro. O assessor da Casa Civil, Victor Travancas, encaminhou ao governador Cláudio Castro (PL) um ofício em que solicita sua própria exoneração e expõe forte discordância com a manutenção de André Moura como secretário de Governo.

Travancas descreve sofrer uma “profunda inconformidade” com a permanência de Moura na pasta. O secretário – integrante do União Brasil e ex-deputado federal – foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em 2021 por crimes contra a administração pública. A punição, no entanto, foi extinta em 2023 após acordo de não persecução penal homologado parcialmente pela corte.

De acordo com a coluna Painel (Folha de S.Paulo), assinada pela jornalista Danielle Brant, no documento entregue ao governador, Travancas sustenta que a extinção da punibilidade “não apaga os fatos” e volta a classificar Moura como criminoso. O assessor também cita publicações que exibem o secretário ao lado do ex-deputado TH Joias, investigado por ligação com o Comando Vermelho.

Histórico de atritos

Ao Painel, Travancas relembrou sua trajetória dentro da gestão Castro. Ele afirma ter ocupado diferentes funções e diz que, após sofrer ameaças de morte relacionadas a sua atuação em áreas de combate à corrupção, acabou deslocado para o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro.

Em janeiro deste ano, foi exonerado depois de decidir fechar temporariamente o Arquivo alegando problemas estruturais – medida tomada sem alinhamento com a chefia do governo. Apesar do desgaste, ele foi reconduzido ao quadro da administração posteriormente.

“Aceitei voltar porque isso deixava claro que eles haviam errado”, declarou Travancas, que voltou ao governo como responsável pela área de relações internacionais.

Mesmo tendo formalizado o pedido de exoneração, o assessor afirma que a saída ainda não foi efetivada pela gestão.

Procurado, o governo do Estado do Rio não respondeu aos questionamentos sobre o caso nem comentou o teor das denúncias feitas pelo assessor.

Fonte: Hora News

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