Rodrigo e Moana Valadares querem impor seu projeto político “no grito” e pressionam a prefeita Emília Corrêa

No texto publicado pelo jornalista Luiz Carlos Focca, Moana cobra da prefeita Emília Corrêa um suposto compromisso firmado em 2024 e classifica como “traição” qualquer mudança de posicionamento

Por Uilliam Pinheiro

Após as últimas entrevistas dadas pela prefeita Emília Corrêa (Republicanos), nas quais afirmou que os nomes do grupo de oposição para a disputa ao Senado serão definidos de forma coletiva, o clima político dentro do bloco oposicionista voltou a se tensionar. O nome do ex-senador Eduardo Amorim está bem encaminhado como um dos pré-candidatos ao Senado pela oposição. A segunda vaga é a que gera o conflito.

Em relação a Rodrigo Valadares, a prefeita de Aracaju ainda defende o nome do deputado federal, contudo deixou, nas entrelinhas, que a decisão final não será individual, e sim fruto de um consenso entre as lideranças da oposição.

As falas da prefeita de que a definição dos pré-candidatos ao Senado serão definidas de forma coletiva, no entanto, não foi bem recebida por Rodrigo Valadares e por sua esposa, Moana Valadares, presidente estadual do Partido Liberal (PL). O jornalista Luiz Carlos Focca publicou em suas redes sociais uma mensagem enviada por Moana Valadares, em tom considerado intimidador, direcionada à prefeita Emília Corrêa. No texto, Moana cobra um suposto compromisso firmado em 2024 e classifica como “traição” qualquer mudança de posicionamento.

“Sobre a fala de Emília, me surpreende a mudança de tom, pois quando a apoiamos em 2024 ela assumiu o compromisso não só com Rodrigo, mas com BOLSONARO, de apoiar seu candidato a presidente e Rodrigo Valadares para o Senado. Será uma grande traição se as coisas saírem diferente disso”, declarou a presidente do PL em Sergipe.

A pressão não se limita à cobrança pública. Em outra mensagem, Moana Valadares afirmou que o PL tem plenas condições de lançar candidatura própria ao Governo de Sergipe, numa clara sinalização de rompimento caso as exigências do grupo não sejam atendidas. “Outra coisa, não há NADA que impeça o PL de lançar candidatura própria ao governo. Estamos falando do maior partido do Brasil, um partido que tem além de respeito, recurso e estrutura para peitar a eleição de governo e disputar o segundo turno”, afirmou a vereadora e presidente do PL em Sergipe.

A mensagem publicada pelo jornalista evidencia uma estratégia de Rodrigo e Moana baseada na política do confronto, da imposição, da ameaça e no uso do “grito” como ferramentas políticas, em detrimento do diálogo e da construção de consensos. A postura adotada pelo pré-candidato ao Senado e sua esposa contrasta com o esforço da prefeita Emília Corrêa de aparar as arestas para manter a unidade do campo oposicionista e evitar rupturas prematuras.

Nos bastidores, a avaliação é de que as disputas internas e as vaidades pessoais têm fragilizado a oposição, tornando cada vez mais difícil a manutenção de um discurso unificado. Enquanto isso, o grupo governista já anunciou sua chapa majoritária e concentra esforços na gestão e nas entregas administrativas, beneficiando-se diretamente dos conflitos internos dos adversários.

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