Senado aprova MP que prevê gratuidade do botijão de gás a famílias vulneráveis

Programa Gás do Povo deve beneficiar mais de 15 milhões de famílias e irá para sanção do presidente Lula

O Senado ‍aprovou nesta terça-feira (03), a medida provisória que cria o Programa Gás do ​Povo, ​do Governo Federal. Já aprovada pela Câmara ‌nessa última segunda-feira, 2, ela segue para sanção presidencial.

A iniciativa prevê a gratuidade na ‍recarga do ⁠botijão de GLP de 13 kg em revendas ⁠credenciadas para famílias inscritas ​no Cadastro Único (CadÚnico), com impacto direto na vida de cerca de 15 milhões de famílias brasileiras, sendo 275 mil sergipanas.

A aprovação contou com o apoio dos senadores por Sergipe: Alessandro Vieira (MDB), Laércio Oliveira (PP) e Rogério Carvalho (PT).

Ela foi aprovada pelos senadores nesta terça-feira de maneira simbólica, sem a necessidade ‌de registro nominal dos votos no painel.

O programa está em vigor desde o fim de 2025 e aguardava o aval do Congresso. No mês passado, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou o lançamento da segunda fase e afirmou que todas as capitais brasileiras já estavam contempladas. Até o momento, o programa atingiu 10 mil revendas credenciadas em todo o Brasil, num total de 60 mil agentes nesse setor.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando pouco mais 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais.

O Auxílio Gás, benefício criado no governo passado e que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país, aumentando o alcance e o número de famílias atendidas, segundo o governo.

Sobre o programa

De acordo com o regulamento do programa, a quantidade de recargas gratuitas de 13 kg será de quatro por ano para famílias de duas a três pessoas; para as famílias com quatro ou mais pessoas, será de seis ao ano.

O texto também cria uma nova modalidade no programa, destinada à instalação de sistemas de baixa emissão de carbono e biodigestores que gerem gás metano por decomposição de restos de alimentos. Essa modalidade é destinada a áreas rurais e cozinhas comunitárias, e ainda depende de regulamento a ser feito pelo governo.

O texto aprovado pela Câmara e agora confirmado no Senado reformula as prioridades de recebimento do auxílio. Terão prioridade as famílias atingidas por desastres ou em local com situação de emergência reconhecida pelo poder público; com mulheres vítimas de violência doméstica sob monitoramento de medidas protetivas de urgência; pertencentes a povos e comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas; com maior número de membros; e com menor renda por pessoa.

Fontes: Agência Brasil e Fan F1
Foto: Carlos Moura / Agência Senado

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