França 2 x 1 Brasil: derrota expõe diferenças e mostra que seleção ainda não está pronta

Mesmo com um jogador a mais, seleção brasileira cria pouco e evidencia falhas diante de uma França mais organizada

Por Victor Gabriel

A Seleção Francesa de Futebol venceu a Seleção Brasileira de Futebol por 2 a 1, nesta quinta-feira (26), em um amistoso que escancarou diferenças claras entre os dois trabalhos. O jogo estava equilibrado mas com poucas chances dos dois lados, até o Brasil sofrer o primeiro gol e parar de produzir. Apesar de um início promissor no segundo tempo, o Brasil voltou a apresentar dificuldades ofensivas — mesmo com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo.

A França abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo, em um lance de saída de bola. Léo Pereira forçou um passe, Andrey Santos não dominou bem e acabou entregando uma bola “quadrada” para Casemiro. Pressionado, ele tentou girar (erroneamente) e perdeu a posse, iniciando a transição francesa. Ousmane Dembélé acionou Kylian Mbappé, que finalizou com categoria, de cavadinha, para fazer 1 a 0.

O Brasil voltou melhor no segundo tempo, principalmente após a entrada de Luis Henrique, que mudou o ritmo da equipe. Com mais agressividade, velocidade e capacidade de vencer duelos individuais pelo lado direito, ele foi o principal responsável pelo bom início da seleção.

Durante cerca de 10 minutos, o Brasil conseguiu pressionar, ocupar o campo ofensivo e dar sinais de reação. Sintomática com o bom momento, o zagueiro Dayot Upamecano foi expulso aos 10 do segundo tempo, após derrubar o lateral Wesley próximo da área, conferindo à seleção Canarinho um cenário de jogar com um a mais durante cerca de 35 minutos.

No entanto, esse momento positivo foi interrompido pelo segundo gol francês, marcado por Ekitiké de cavadinha, onde a França supera facilmente a pressão alta brasileira, mesmo estando com um jogador a mais. A partir daí, a equipe brasileira simplesmente deixou de produzir e não conseguiu transformar a vantagem numérica em pressão consistente ou chances claras

O gol do Brasil saiu aos 33 minutos da segunda etapa, em uma jogada de bola parada. Numa cobrança de falta, a bola foi levantada na segunda trave, escorada para trás e sobrou para Luis Henrique dentro da área, que dominou, acelerou a jogada, e mandou a bola para o Bremer escorar e diminuir o placar.

Apesar do gol, o panorama não mudou: o Brasil seguiu com pouca criatividade e dificuldade para furar a defesa francesa.

Nos minutos finais, ainda houve uma última oportunidade clara. Bremer lançou uma bola enfiada para dentro da área, mas nem Igor Thiago nem Vinícius Júnior conseguiram alcançar. Foi o retrato de uma noite em que o Brasil até tentou, mas produziu pouco.

Um abismo entre os trabalhos

A partida escancarou um abismo entre as duas seleções em termos de organização, entrosamento e modelo de jogo.

Mesmo com um jogador a mais por boa parte do segundo tempo, a seleção brasileira não conseguiu impor domínio real. Hoje, é difícil dizer que o Brasil está pronto para uma Copa do Mundo.

Melhor em campo:

  • Kylian Mbappé


Brasil – pontos positivos:

  • Luis Henrique: Acelerando as jogadas, vencendo duelos individuais e gerando muito perigo pelos lados
  • Bremer: Apresentando solidez na linha de defesa, com e sem a bola, além de ser premiado com o gol


Brasil – pontos negativos:

  • Douglas Santos: Contribuiu muito pouco ofensivamente e deixou muitos espaços no lado esquerdo
  • Vinícius Júnior: Basicamente errava tudo o que tentava. Não conseguia dar continuidade às jogadas, tampouco gerava perigo ou vencia duelos individuais
  • Ederson: Dois chutes, dois gols.

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