Opinião – Faltas que gritam quem realmente representa o povo de Aracaju

Texto escrito pela ativista de Umbaúba, Aryadny Silva
Capa de Matérias O Caju (13)

Por  Aryadny Silva [*]

Mandato não é privilégio, é responsabilidade. Quando um vereador falta às sessões na Câmara Municipal de Aracaju, não está apenas ausente de uma cadeira, está ausente das decisões que impactam diretamente a vida do povo.

A lista dos mais faltosos deveria causar revolta. Enquanto a população acorda cedo, enfrenta dificuldades e luta diariamente, há quem, mesmo eleito, não cumpra o básico. Presença não é mérito, é obrigação.

E é justamente essa obrigação que separa quem honra o voto de quem apenas ocupa o cargo. Quem comparece, debate e vota mostra compromisso real. Quem falta, repetidamente, revela descaso.

A ausência constante enfraquece a democracia, prejudica projetos importantes e atrasa soluções que poderiam melhorar a vida de milhares de pessoas. Cada sessão perdida é uma oportunidade desperdiçada de fazer diferente.

Não se trata apenas de números ou frequência, se trata de respeito. Respeito com quem confiou, com quem votou e com quem depende das decisões tomadas ali dentro.

Não basta aparecer em época de eleição, é preciso estar presente todos os dias, principalmente quando ninguém está olhando.

A população de Aracaju precisa observar, cobrar e não normalizar a ausência. Porque quem não está presente para trabalhar, não pode dizer que representa.

No fim, o mandato é do povo. E o povo merece ser prioridade.

[*] é ativista social, escritora e comunicadora

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