Por Victor Gabriel
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), se pronunciou nas redes sociais neste domingo (26) sobre a crise no abastecimento de água que atinge diversos pontos da capital. Na publicação, a gestora destacou que tem acompanhado a situação de perto e cobrou mais transparência por parte da concessionária Iguá Saneamento.
“Tenho acompanhado, por meio do Comitê de Acompanhamento da Concessão da Água em Aracaju, a situação de falta de água em diversos pontos da nossa cidade”, afirmou.
Emília ressaltou a dificuldade enfrentada pela população diante da falta de água e da ausência de informações detalhadas sobre o problema.
“Entendo a angústia da população. Sei o quanto é difícil não ter água em casa e, pior ainda, não ter informações claras sobre o que está acontecendo”, disse.
A prefeita criticou a falta de dados por parte da concessionária, afirmando que, até o momento, não foram apresentados números concretos sobre os bairros afetados e o tempo de desabastecimento.
“A concessionária ainda não apresentou dados completos sobre quantos bairros estão sem água nem há quanto tempo cada local está sendo afetado. E isso é inaceitável. Já determinei a cobrança imediata dessas informações”, destacou.
Segundo a gestora, a ausência dessas informações impede que o poder público tenha a real dimensão do problema.
“Sem esses dados, a Prefeitura não consegue sequer dimensionar quantos aracajuanos estão sem acesso à água neste domingo”, reforçou.
Apesar de lembrar que a concessão do serviço foi firmada pelo Governo do Estado, Emília afirmou que tem cobrado providências desde o início da crise.
“A concessionária apresentou uma nova previsão de normalização. No entanto, a população segue enfrentando dias seguidos de desabastecimento, sem clareza sobre quais bairros serão atendidos dentro desse prazo”, pontuou.
Diante do cenário, a prefeita não descartou medidas mais rigorosas, incluindo ações judiciais e até a possibilidade de decretação de situação de emergência.
“Já estamos adotando as medidas cabíveis e não hesitaremos em recorrer à Justiça e, se necessário, avaliar o decreto de situação de emergência”, afirmou.
A gestora também informou que acionou o Governo do Estado e a Iguá para obter detalhes sobre a distribuição de carros-pipa, destacando que serviços essenciais não podem ser interrompidos. Na última sexta-feira, três escolas municipais tiveram aulas suspensas devido à falta de água.
Mesmo sem responsabilidade direta sobre a concessão, Emília Corrêa afirmou que determinou a mobilização da Defesa Civil e das equipes municipais para minimizar os impactos à população.
“Seguimos monitorando toda a cidade, cobrando soluções rápidas e estamos à disposição da população”, concluiu.



