Por Victor Gabriel
A ex-secretária de Esporte do Estado, Mariana Dantas, confirmou que será pré-candidata a deputada estadual durante entrevista concedida ao CajuCast, comandado pelo jornalista Uilliam Pinheiro, na última segunda-feira (27). Segundo ela, a decisão tem como objetivo ampliar a representatividade dos desportistas e atletas sergipanos no parlamento.
Durante a entrevista, Mariana destacou que a experiência na gestão pública foi determinante para sua decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Ela afirmou que pretende atuar diretamente na criação de políticas públicas que fortaleçam o esporte no estado.
“A partir do momento que eu comecei a trabalhar na Secretaria do Esporte, a fazer gestão pública, eu entendi porque as coisas acontecem, e principalmente, porque elas não acontecem. Então, diante de todo o trabalho que nós fizemos na secretaria ao longo desses anos, chegou o momento de eu estar lá na frente do parlamento e ocupar essa cadeira na Assembleia Legislativa, pra que possamos aumentar o alcance e as possibilidades”, afirmou.
A pré-candidata também ressaltou que o esporte vai além da prática esportiva, sendo uma ferramenta estratégica para promover inclusão social e desenvolvimento em diversas áreas.
“Nunca houve ninguém que levantasse verdadeiramente a bandeira do esporte dentro da Assembleia Legislativa e a gente quer levar isso. Não somente do esporte, porque eu entendo que o esporte é um meio, um caminho, uma ferramenta essencial, que pode levar educação, segurança pública, empoderamento feminino, formação cidadã e oportunidades”, destacou.
Outro ponto abordado por Mariana Dantas foi a atuação das apostas esportivas, conhecidas como “bets”, e seus impactos no setor. Ela reconheceu aspectos positivos da regulamentação, mas alertou para a necessidade de controle e responsabilidade.
“Quando você regulamenta as bets, você tem uma grande vantagem no sentido de identificar quem são as pessoas que estão apostando. A partir disso, você pode desenvolver políticas públicas para combater o vício”, explicou.
A ex-secretária também citou a criação da Lotese como um mecanismo que contribui para o financiamento do esporte no estado.
“Hoje, com a criação da Lotese, existe uma lei onde parte do recurso vai para a Secretaria de Esportes. Esse valor é revertido para o esporte, assim como acontece a nível nacional”, pontuou.
Apesar disso, Mariana alertou para riscos, especialmente relacionados à integridade das competições.
“O malefício está quando há interferência no resultado, como já vimos acontecer no futebol. Existem órgãos de controle e auditorias, mas isso também envolve comportamento humano, ética e valores que precisam ser preservados”, concluiu.






