Mesmo após oito mandatos, cinco como vereador e três como prefeito de Itabaiana, o candidato ao Governo pelo Republicanos, Valmir de Francisquinho, insiste em cultivar a imagem de “coitado”, homem simples e sem nada, apostando no discurso de vítima para se aproximar do eleitorado mais pobre.
Sua declaração de bens à Justiça Eleitoral soma apenas R$ 258 mil, sendo R$ 233 mil referentes a uma Toyota SW4 e R$ 25 mil em espécie. Em 2022, o montante declarado era próximo: R$ 260 mil, também entre caminhonete e dinheiro vivo.
O que chama atenção é o fato de que, apesar de décadas no poder, Valmir não registra nenhum imóvel em seu nome. O candidato reside em condomínio de alto padrão na cidade serrana e, segundo relatos, ostenta móveis de luxo, um contraste que expõe a encenação por trás do discurso de humildade.
Para os sergipanos que constroem seu patrimônio com trabalho e esforço diário, a narrativa de “homem pobre e perseguido” soa, no mínimo, contraditória.
Condenado
A “pobreza” declarada por Valmir contrasta com outro capítulo de sua trajetória política: o candidato foi condenado por improbidade administrativa por desviar cerca de R$ 9 milhões do Matadouro Municipal de Itabaiana, em um esquema que se estendeu entre 2013 e 2018.





