Opinião – É hora da enfermagem ter representação em Brasília — e Emanuelly Hora é o nome para ocupar esse espaço

Emanuelly conhece a enfermagem não apenas pela formação profissional, mas também pela experiência concreta de quem esteve na gestão pública

Por Uilliam Pinheiro

A enfermagem é uma das categorias profissionais mais importantes da área da saúde. Está na linha de frente do cuidado, presente nos hospitais, nas unidades básicas de saúde, nos serviços de urgência e emergência e em tantos outros espaços fundamentais para o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dessa importância, a categoria ainda enfrenta uma realidade marcada pela luta por reconhecimento, valorização profissional, melhores condições de trabalho e respeito aos seus direitos.

Nos últimos anos, a enfermagem travou importantes batalhas, mas muitas dessas pautas ainda permanecem sem a resposta que a categoria espera. E uma das razões para isso está na ausência de uma representação política legítima e comprometida com os interesses dos profissionais nos espaços onde as grandes decisões são tomadas, especialmente no Congresso Nacional.

Não basta ser lembrada durante as eleições. A enfermagem precisa estar representada em Brasília, participando efetivamente da construção das políticas públicas e da discussão dos projetos que impactam diretamente a vida dos seus profissionais. Afinal, quem não ocupa os espaços de decisão corre o risco de ver suas reivindicações serem tratadas como secundárias diante de outras agendas políticas.

Em Sergipe, a enfermagem tem, nas eleições deste ano, a oportunidade de mudar essa realidade e eleger uma representante legítima da categoria. É nesse contexto que surge o nome de Emanuelly Hora, enfermeira de formação e gestora do SUS, com experiência à frente da gestão da saúde de vários municípios sergipanos como Estância, Itabaianinha, Tobias Barreto, Itaporanga e Itabaiana.

Essa trajetória é um diferencial importante. Emanuelly conhece a enfermagem não apenas pela formação profissional, mas também pela experiência concreta de quem esteve na gestão pública e acompanhou de perto os desafios enfrentados diariamente pelos trabalhadores da saúde. Conhece as dificuldades das equipes, as limitações da estrutura pública e os obstáculos que precisam ser superados para garantir um atendimento de qualidade à população e condições dignas para quem cuida dela.

Essa experiência também lhe dá condições de participar de maneira qualificada de debates fundamentais para a categoria, como a valorização profissional, o cumprimento e a consolidação do piso salarial da enfermagem e a histórica luta pela jornada de 30 horas semanais. São pautas que não podem desaparecer da agenda política e que precisam de representantes dispostos a defendê-las com conhecimento, presença e compromisso.

É hora, portanto, de a enfermagem agarrar essa oportunidade e transformar sua força e sua representatividade profissional em representação política. Mais do que escolher alguém que fale em nome da categoria, é preciso considerar quem conhece, na prática, os desafios enfrentados diariamente nos hospitais, unidades básicas de saúde e demais serviços do SUS. A experiência de Emanuelly Hora na enfermagem e na gestão pública lhe permite compreender que as reivindicações da categoria não são apenas pautas de campanha, mas questões que precisam ser defendidas de forma permanente nos espaços onde as decisões são tomadas.

Cabe agora à categoria avaliar essa oportunidade e decidir se quer continuar sendo apenas parte da base que sustenta a saúde ou se também quer ocupar, de forma efetiva, os espaços de poder onde o futuro da profissão é decidido. Porque a enfermagem já provou que sabe cuidar. Agora, é hora de também participar de quem decide os rumos da saúde e da própria profissão.

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