Por Victor Gabriel
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, se manifestou nesta sexta-feira (18) sobre a operação da Polícia Civil que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Aracaju e Salgado para investigar suspeitas de fraudes em licitações e contratos administrativos da Prefeitura. A sede do Executivo municipal foi um dos alvos da ação.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Emília afirmou defender as investigações e disse que eventuais irregularidades devem ser apuradas.
“Eu defendo toda e qualquer investigação. Se existem dúvidas sobre contratos, processos ou recursos públicos, que sejam apuradas. Se houver irregularidades e responsáveis, que respondam pelos seus atos. Eu quero que tudo seja esclarecido”, declarou.
A prefeita também afirmou que a Controladoria do Município buscou informações oficialmente junto à Polícia Civil, mas recebeu como resposta que os elementos da investigação estão sob sigilo.
“Eu não tenho medo de investigação, eu quero que os fatos sejam apurados e que a verdade apareça. A Controladoria buscou oficialmente informações sobre as investigações junto à Polícia Civil, mas recebeu como resposta que os elementos estão sob sigilo”, afirmou.
Emília também chamou atenção para o fato de a operação ocorrer durante o período eleitoral e defendeu que as instituições atuem com critérios técnicos.
“Estamos em período eleitoral e isso precisa ser observado. São operações envolvendo a Prefeitura em um intervalo próximo da eleição. Isso chama a atenção. Mas eu pergunto, é só em Aracaju que a polícia estadual está investigando? Só em Aracaju, durante um pleito eleitoral? Eu defendo as investigações, mas as instituições devem cumprir seu papel com isenção, critérios técnicos e respeito ao devido processo legal”, disse.
A Operação Pecúnia teve início após a apreensão de R$ 240 mil em espécie com um gestor público municipal, em junho. Segundo a Polícia Civil, análises documentais e telemáticas identificaram contratos que teriam sido firmados diretamente, sem o devido processo licitatório. Um dos contratos analisados foi firmado no valor de R$ 1,73 milhão, poucas horas antes da apreensão do dinheiro.
Ainda conforme a investigação, a empresa investigada firmou cerca de R$ 23,3 milhões em contratos com o poder público entre 2017 e 2026, sendo R$ 19,6 milhões com a Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed), o equivalente a 84,14% do total. As diligências continuam em andamento.
Foto: Reprodução / Instagram





