O senador Delegado Alessandro (MDB) participou, na sexta-feira (18), de um encontro com integrantes do Endomulher Sergipe, grupo que atua na defesa dos direitos e no apoio a mulheres com endometriose no estado. A reunião contou também com a presença da candidata a deputada estadual Delegada Danielle Garcia e teve como foco o acesso ao tratamento, as políticas públicas voltadas à saúde feminina e o fortalecimento da organização.
Durante a conversa, Alessandro destacou a importância de ouvir diretamente as mulheres que convivem com a doença para orientar a destinação de recursos e as ações do mandato. “Eu não passo pelo sofrimento que vocês passam, mas tenho a capacidade de ouvir, entender, aprender e focar naquilo que é mais importante. É assim que conseguimos transformar uma demanda real em ação”, afirmou.
O senador ressaltou que as ações voltadas às mulheres fazem parte do trabalho desenvolvido ao longo do mandato, com investimentos em saúde, capacitação, assistência e segurança, além da atuação legislativa na proteção dos direitos das mulheres. “Não é agora, na véspera da eleição, que a gente lembrou que mulher existe. É um trabalho que vem sendo feito ao longo do mandato e que precisa continuar com a participação e o engajamento de vocês”, disse.
Investimento no Opera Mulher
Entre as iniciativas destacadas durante o encontro esteve o Opera Mulher, programa do Governo de Sergipe voltado a cirurgias e tratamentos destinados à saúde feminina, entre eles procedimentos para endometriose, mamoplastia redutora e reconstrução mamária.
Alessandro destinou, ao todo, R$ 20 milhões ao programa, reforçando os investimentos voltados à ampliação do acesso das mulheres a procedimentos e tratamentos especializados.
Entre os resultados já consolidados, dados do Ministério da Saúde mostram que Sergipe realizou 788 plásticas mamárias femininas não estéticas entre janeiro e julho de 2026. O estado registrou 65,8 procedimentos por 100 mil mulheres, a maior taxa do país e mais de oito vezes a média nacional, de 8,02. No período, Sergipe respondeu por 8,95% das cirurgias desse tipo realizadas no Brasil.
Danielle Garcia destacou que os avanços no atendimento também alcançam mulheres com endometriose e lembrou que muitas pacientes enfrentavam dificuldades para conseguir acesso às cirurgias, chegando, em alguns casos, a depender de autorização judicial.
“Tivemos um avanço significativo com as emendas que o senador destinou ao Opera Mulher. Antes, muitas vezes, a cirurgia só saía mediante autorização judicial, o que tornava tudo ainda mais difícil. Eu não tenho endometriose, mas tenho adenomiose em estágio inicial e sei o quanto os sangramentos e, sobretudo, as dores podem ser sofridos. Sem esses recursos, provavelmente não conseguiríamos realizar as cirurgias que foram feitas”, afirmou.
Ao abordar a parceria com entidades da sociedade civil, Alessandro destacou o trabalho desenvolvido em todo o estado. “Ajudamos mais de 400 associações, em todos os municípios. O dinheiro é de vocês, não estou fazendo favor nenhum. Estou trabalhando e cumprindo uma missão que vocês passaram para mim, e podemos continuar avançando nesse trabalho”, concluiu.
Por Assessoria Parlamentar
Foto: Divulgação / Assessoria





