Prefeita Emília lança ‘Família Acolhedora’ para ampliar proteção a crianças e adolescentes em Aracaju

Iniciativa oferecerá acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem
Foto: Karla Tavares / Secom PMA

A prefeita Emília Corrêa lançou, nesta quinta-feira, 5, o serviço Família Acolhedora, iniciativa da Prefeitura de Aracaju, coordenada pela Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), que amplia as alternativas de proteção a crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio com suas famílias de origem por medida protetiva. A solenidade também marcou a abertura do cadastro inicial para pessoas e famílias interessadas em participar do serviço.

Durante o lançamento, Emília destacou que a proteção à infância precisa ser tratada como uma prioridade imediata. “Criança precisa de proteção, cuidado e acolhimento. Por isso, fico muito feliz em ver o programa Família Acolhedora se tornando realidade, porque estamos falando de uma iniciativa que coloca o amor, o respeito e a garantia de direitos no centro da atenção às nossas crianças e adolescentes”, destacou.

A prefeita também ressaltou a importância de transformar o cuidado e a garantia de direitos em ações concretas. “Fico muito feliz de ver acontecendo, porque a gente sabe que são áreas que precisam de muito amor, de cuidado. E a criança precisa disso”, declarou.

Acolhimento temporário

O Família Acolhedora é uma modalidade de proteção social que permite que crianças e adolescentes afastados judicialmente de suas famílias de origem sejam recebidos temporariamente por famílias previamente selecionadas, preparadas e acompanhadas por uma equipe técnica. A proposta é proporcionar um ambiente familiar, com atenção individualizada, convivência comunitária e vínculos afetivos, enquanto são trabalhadas as condições para uma possível reintegração familiar segura.

Quem pode participar

Entre os critérios para participar do programa estão ter mais de 21 anos, residir em Aracaju há pelo menos um ano, possuir renda e contar com a concordância de todos os integrantes da família. Também não é permitido estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção, uma vez que o acolhimento tem caráter temporário e não tem finalidade adotiva.

O cadastro inicial está disponível por meio deste link. Após o preenchimento, a equipe técnica entrará em contato com os interessados para dar continuidade ao processo de avaliação, que inclui entrevistas, visitas domiciliares e análise das condições familiares. Os selecionados também participarão de uma formação, prevista para ocorrer em cinco a sete encontros, com orientações sobre o acolhimento e os cuidados necessários.

A assistente social Ana Flávia explicou que o processo será desenvolvido por etapas, desde a mobilização e o recrutamento até a seleção, a preparação e a habilitação das famílias. “As famílias serão recrutadas, preparadas, capacitadas e acompanhadas pela equipe técnica durante todo o período em que estiverem acolhendo uma criança ou um adolescente”, explicou.

Fonte: Agência Aracaju de Notícias

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