“A caneta aqui tem tinta e é da prefeita”, diz Emília após Rodrigo Valadares insinuar que os irmãos Amorim comandam a prefeitura

Prefeita também afirma que Ricardo Marques adotou postura de “querer ser prefeito” e sugere que situação pode estar ligada ao fato de ela ser a primeira mulher a comandar Aracaju

Por Victor Gabriel

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, respondeu às declarações do deputado federal Rodrigo Valadares, que insinuou que a administração municipal estaria sendo comandada pelos irmãos Amorim. A gestora também comentou sobre a exoneração de cargos ligados à vice-prefeitura e criticou a postura do vice-prefeito Ricardo Marques.

Durante a declaração, Emília afirmou que há uma tentativa recorrente de deslegitimar mulheres em posições de liderança, sugerindo que, quando uma mulher está no comando, frequentemente se atribui o poder de decisão a um homem.

“Uma coisa que a gente quer deixar claro aqui, que é muito colocado quando uma mulher está no comando, é que quando ela está no comando, não é ela quem manda e sim um homem, sempre. Pode perguntar aos secretários como é que eu atuo. Aqui não, a caneta aqui tem tinta e é da prefeita, é bom que se diga isso”, declarou.

A prefeita também comentou a relação com o vice-prefeito e afirmou que ele teria adotado uma postura incompatível com as atribuições do cargo.

“Só para as pessoas tomarem conhecimento, o vice tomou uma postura de prefeito, demandando, na verdade, para a prefeita, que é de direito e de fato. Isso não existe. Se olhar na lei, no Brasil e em Sergipe, isso não existe, a atribuição do vice é somente na ausência da prefeita”, afirmou.

Segundo Emília Corrêa, a situação vem ocorrendo desde o período de transição de governo e teria sido tolerada por ela durante algum tempo.

“Eu venho tolerando há muito tempo, eu venho com problemas desde a transição e a estrutura política nos remete a isso. Quem não faria isso, como tolerar uma situação dessa como se fosse quase um afronte. Uma conduta dessa não existe em lugar nenhum do Brasil”, disse.

Ao final, a prefeita também sugeriu que a postura do vice-prefeito poderia estar relacionada ao fato de ela ser a primeira mulher a comandar a capital sergipana.

“Eu fico imaginando que seja pelo fato da gente ser mulher, a primeira mulher prefeita, e talvez ele como homem não consiga entender isso”, concluiu.

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