A corrida de rua caiu no gosto dos sergipanos e o que está por trás dessa nova paixão

A prática passou a ser não apenas uma forma de cuidar de si, mas também de interação com outras pessoas em um mundo cada vez mais conectado

Por Uilliam Pinheiro

Nos últimos anos, a corrida deixou de ser apenas uma atividade esportiva e se tornou parte do estilo de vida de milhares de sergipanos. Prática democrática, que pode ser realizada em qualquer lugar e com poucos recursos, cresceu exponencialmente, especialmente no período pós-pandemia, quando as pessoas passaram a buscar mais atividades ao ar livre como forma de manter a saúde física e mental.

Na capital e nos municípios do interior, diversos eventos movimentam o calendário esportivo, a exemplo da Corrida do Hospital do Amor, em Lagarto, do Corre Siri, em Nossa Senhora do Socorro, da Corrida Zé do Bairro, da Corrida Cidade de Aracaju, da Maratona de Aracaju, entre tantas outras que, todos os fins de semana, atraem milhares de atletas.

Aos fins de semana, a Orla de Atalaia, o Calçadão da 13 de Julho e o circuito Corre Socorro, em Nossa Senhora do Socorro, se tornaram points de encontro dos corredores de rua. A prática passou a ser não apenas uma forma de cuidar de si, mas também de interação com outras pessoas em um mundo cada vez mais conectado.

Com o crescimento no número de adeptos e a busca por interação social, surgiram os clubes de corrida, que se transformaram em comunidades afetivas. Entre eles, destacam-se o Socorro Run, de Nossa Senhora do Socorro; o TDT da Bárbara Santos, de Aracaju; o Lívia Team, de Aracaju; o Thadeu Melo Team, também da capital; o H7 Clube de Corridas, entre outros grupos e assessorias esportivas.

Os benefícios da corrida de rua são amplos, como melhora da saúde cardiovascular e respiratória, aumento da resistência, controle do peso, melhora do humor e maior qualidade do sono. Além dos ganhos físicos, a prática proporciona sensação de bem-estar e socialização, especialmente quando realizada em grupos ou eventos, o que também contribui para a continuidade.

Para o treinador Carlos Tiggemann, esse crescimento se deve à acessibilidade e à flexibilidade. “A corrida não exige equipamentos caros, pode ser iniciada com caminhadas e permite que cada pessoa respeite seu próprio ritmo. Além disso, não depende de horários fixos ou de outras pessoas, o que facilita a adesão”, explica.

Segundo o relatório anual do Strava, o Brasil ocupa o segundo lugar em número de praticantes. De acordo com a pesquisa Por Dentro do Corre, realizada pela Olympikus e pela Box1824, cerca de 13 milhões de brasileiros já praticam a modalidade. Sergipe, com certeza, é um dos estados que contribuem para essas estatísticas tão expressivas.

Foto: André Moreira/PMA

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