A criação da Universidade Estadual de Sergipe (Unese) não é apenas um ato administrativo. Trata-se de um acontecimento histórico que reposiciona o Estado no cenário nacional da educação superior e inscreve definitivamente o nome do governador Fábio Mitidieri na história de Sergipe. Ao sancionar a lei que institui a primeira universidade estadual, o governador cumpre um sonho antigo, esperado desde 1907, e transforma em realidade uma demanda que atravessou gerações sem jamais se concretizar.
Sergipe carregava uma lacuna difícil de justificar. Era um dos poucos estados brasileiros que ainda não possuíam um sistema estadual de educação superior, ao lado apenas do Acre e de Rondônia. Com a sanção da lei da Universidade Estadual de Sergipe, essa distorção histórica começa a ser corrigida. Mais do que criar uma nova instituição, a gestão Fábio Mitidieri assume o compromisso com o futuro, com a formação acadêmica e com a produção de conhecimento voltada às necessidades reais da sociedade sergipana.
Esse momento também resgata a memória e o legado do imortal Luiz Antônio Barreto, que, ainda na década de 1990, liderou oficialmente o primeiro grupo de trabalho para a criação de uma universidade estadual. A Unese representa, portanto, a materialização de um sonho coletivo, construído ao longo de décadas por educadores, intelectuais e gestores públicos que acreditaram na educação como eixo estruturante do desenvolvimento.
A Unese terá foco em áreas fundamentais como tecnologia, inovação, energias renováveis, petróleo e gás, educação e serviços. Sua natureza jurídica de autarquia e a vinculação administrativa à Secretaria de Estado da Educação garantem institucionalidade e estabilidade ao projeto. A modelagem acadêmica, desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas, reforça o caráter técnico e planejado da iniciativa.
Outro ponto que merece destaque é o compromisso social assumido pelo governo. Segundo o secretário de Estado da Educação e vice-governador, Zezinho Sobral, 80% das vagas da Unese serão destinadas para estudantes da rede pública de ensino. “Ao finalizar seu terceiro ano, o governador entrega o projeto de lei sancionado da universidade e a autorização para o Conselho Estadual de Educação. É por meio do Conselho que o Estado pode deliberar sobre o ensino superior. Dessa maneira, vamos poder regular aqui no Estado todo o trabalho da universidade. Detalhe importante é que a Unese terá reserva de vagas de 80% para alunos das escolas públicas. Ainda não é 100%, mas já é uma linha”, informou.
A previsão de que 80% das vagas sejam destinadas a estudantes da rede pública estadual demonstra sensibilidade às desigualdades educacionais e reafirma o papel da universidade pública como instrumento de inclusão e mobilidade social.
Criar uma universidade exige tempo, investimentos contínuos, concursos públicos, infraestrutura adequada e planejamento de longo prazo. O próprio governador Fábio Mitidieri reconhece esse desafio, ao mesmo tempo em que assume o compromisso de acelerar o processo para que o primeiro vestibular ocorra já em 2026 e as aulas tenham início em 2027. “Vamos correr contra o tempo para que no final do ano que vem já tenhamos o primeiro vestibular”, comprometeu-se Mitidieri.
A Universidade Estadual de Sergipe funcionará nos prédios históricos da antiga Universidade Tiradentes e da Escola Patrocínio São José, localizados no centro de Aracaju.
A criação da Universidade Estadual de Sergipe é, sem dúvida, um marco que ultrapassa um governo e uma gestão. É uma decisão que marcará gerações, fortalecerá a educação, impulsionará a pesquisa, a extensão e a tecnologia, e contribuirá de forma decisiva para o desenvolvimento do Estado. Por isso, o feito precisa ser reconhecido. O nome de Fábio Mitidieri passa a integrar, de forma definitiva, o capítulo da história sergipana dedicado à educação, ao progresso e à construção do futuro.
Por Redação O Caju Notícias





