Por Uilliam Pinheiro
Na última semana, a deputada estadual Carminha Paiva (Republicanos) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa e tentou vender a ideia de que as obras em andamento em Socorro e as ordens de serviços anunciadas são “fruto” da gestão do ex-prefeito Padre Inaldo. Só faltou dizer que ele também calçou as ruas de Paris (SQN) …
A deputada esquece que o povo socorrense não é bobo, e deu a resposta nas urnas. O que está sendo feito hoje não é herança de gestão anterior coisa nenhuma. São obras que estão saindo do papel graças a chegada do prefeito Samuel Carvalho e de sua equipe, que em apenas seis meses já fizeram mais do que se viu em anos da gestão passada.
Um exemplo gritante desse teatro que foi liderado pelo ex-prefeito Inaldo e a deputada Carminha foi o famoso anúncio feito em 1º de abril de 2024 — sim, o Dia da Mentira, por coincidência (ou não). Na ocasião, Inaldo reuniu políticos, luzes, palanque e prometeu a conquista de R$ 300 milhões para obras em Socorro. Era discurso pra tudo quanto é lado, uma verdadeira festa. Mas quando alguém foi checar a veracidade da informação no portal do Governo Federal, a realidade veio como um balde de água fria, mostrando que não existia autorização de projeto algum com esse valor.
Na prática, apenas cerca de R$ 50 milhões estavam previstos — e mesmo assim, sem nenhum projeto arquitetônico pronto, o que travava totalmente qualquer possibilidade de licitação ou execução. Faltou gestão, planejamento e competência. Simples assim.
Agora, vem a deputada Carminha tentar pintar um cenário bonito, como se tudo tivesse sido deixado prontinho por Inaldo e Samuel só tivesse colhido. Contudo, a verdade é que quem elaborou os projetos, cumpriu as exigências técnicas e tirou os recursos da gaveta foi o atual gestão. Foi Samuel Carvalho e sua equipe que arregaçaram as mangas e correram contra o tempo para não deixar o dinheiro voltar para Brasília.
Se os recursos estivessem mesmo prontos para uso, por que Inaldo não deu a ordem de serviço quando ainda era prefeito? Imagine o ganho eleitoral, caso desse as ordens de serviço, então porque não fez? Porque não podia. Porque não tinha nada pronto. Porque era só promessa, marketing político, pirotecnia.
Quem ouve o discurso da deputada até acredita que a gestão passada foi extremamente produtiva. Mas a realidade encontrada pela nova administração foi assustadora. Obras paradas há mais de 900 dias, projetos incompletos, convênios travados e dinheiro prestes a ser devolvido, além de uma dívida de quase 1 bilhão que fez o município perder suas certidões negativas. Samuel teve que se comprometer, antes mesmo de assumir, a resolver toda essa bagunça para salvar o que ainda dava tempo.
E ainda sobre os R$ 300 milhões citados por Carminha, a grande parte era de projetos apenas habilitados pelo PAC, como a renovação da frota de ônibus — algo que não foi aprovado e, portanto, não existia como recurso garantido. Das cinco UBSs prometidas, só duas haviam sido de fato aprovadas. As outras três só foram empenhadas após intervenção direta do senador Alessandro Vieira. Outro exemplo é a obra do Guajará, citada no famoso anúncio de abril de 2024, mas que nem sequer estava com projeto finalizado. Foi a gestão de Samuel que teve que concluir e negociar com o governador Fábio Mitidieri e a empresa Iguá para que a obra de infraestrutura do Guajará saísse do papel.
O ex-prefeito teve anos para agir e optou por discursos e promessas. Já Samuel, em apenas seis meses, provou que onde havia atraso, hoje há entrega; onde havia enrolação, hoje há trabalho.
O Transferegov — sistema oficial e público do Governo Federal — está aí para quem quiser comprovar datas, aprovações e prazos. Está tudo registrado. Não adianta tentar apagar a incompetência passada com narrativa bonita no microfone da Alese.
A verdade é que a atual gestão já fez em meio ano muito mais do que foi feito nos últimos quatro anos. Isso incomoda, a gente entende. Mas atribuir o esforço alheio a quem só fez marketing é, além de desonesto, uma tentativa desesperada de sobreviver politicamente. E o povo de Socorro não vai cair nessa.





