
Por Eliza Feitoza [*]
Como as águas que correm naturalmente para o mar, a relatoria do combate ao crime organizado só poderia chegar às mãos de quem sempre enfrentou o crime de frente. Sim, Alessandro Vieira, o mesmo delegado firme que atuava contra facções e corrupção e que em 2018 tornou-se senador.
Para quem jura que o senador Alessandro “veio na onda bolsonarista”, pasmem: a única onda que ele surfou, e continua surfando, é a do combate ao crime. O resto? É projeção de quem confundiu a maré política com convicção pessoal.
A trajetória de Alessandro nunca foi sobre idolatrar figuras políticas, nem sobre vestir camisa de movimento A ou B. Ele veio da segurança pública, ergueu sua história como delegado especializado em enfrentar corrupção, facções e crime organizado, e levou essa mesma espinha dorsal para o Senado. Simples assim. Quem quis enxergar bolsonarismo ali, viu o que quis — não o que era.
Hoje, ironicamente, os mesmos que o aplaudiram por ser “linha dura” reclamam porque ele não segue mais o script do bolsonarismo. Mas há um detalhe básico que muita gente prefere esquecer: o senador não mudou; quem mudou foi o bolsonarismo. Quando o discurso anticorrupção ruiu com escândalos, investigações e revelações, ele permaneceu firme no mesmo lugar de sempre, defendendo legalidade, Constituição e responsabilidade pública.
A prova mais recente disso está justamente na relatoria do Projeto Antifacção. A Câmara aprovou um texto atropelado, com inconstitucionalidades evidentes, daqueles que parecem “duros” no papel, mas frágeis na prática. Aí o Senado recebe a bomba — e quem assume a missão de transformar aquilo em algo realmente sério, constitucional e eficaz? O delegado. Exatamente, Alessandro Vieira.
O delegado que virou senador, e que continua agindo como delegado quando o assunto é crime, facção e corrupção: com técnica, com lei e com compromisso real.
Enquanto uns se frustram porque ele não presta continência a um ex-presidente, o país observa um parlamentar que não se deixa capturar pela polarização. Independente, coerente e com foco, três palavras que hoje valem ouro na política. Ele jamais se disse bolsonarista. Jamais se moldou para agradar plateias. Jamais abandonou o combate às organizações criminosas ou a defesa da ordem jurídica.
No fundo, a verdade é simples: o senador não traiu o bolsonarismo — o bolsonarismo é que traiu tudo aquilo que dizia defender. E ele? Seguiu seu caminho original, autêntico, honesto e anticorrupção, exatamente como prometeu desde o primeiro dia.
E, no fim das contas, o que realmente importa é simples: quem quiser entender política de verdade precisa olhar menos para o “time” que imagina que alguém joga — e mais para o que essa pessoa faz na prática. O senador não cabe em caixinhas de direita, esquerda ou centro. Ele é independente. Age com independência. Decide com independência.
E é justamente essa postura que o tornou um dos políticos mais atuantes de Sergipe. Seu trabalho não se mede por rótulos, e sim pelas ações concretas que entrega, pelas batalhas que enfrenta e pelos resultados que produz para o povo sergipano.
Porque — sejamos sinceros — não é fácil manter um perfil independente em meio a uma política movida a favores, e dependências cruzadas, onde um tenta manipular o outro o tempo inteiro. Permanecer firme, ético e autêntico nesse cenário é quase um ato de rebeldia moral.
E é exatamente isso que diferencia quem tem propósito de quem só tem discurso. Aqui, o critério de avaliação é um só: atuação real.
O resto é barulho!
[*] Comentarista política, mobilizadora socioambiental em comunidades, graduanda em Direito e palestrante.





