Ana Luiza diz que a luta das mulheres por espaço de poder tem avançado, mas ainda há muitas barreiras a serem superadas

Pré-candidata a deputada estadual também destacou o projeto Família Acolhedora, desenvolvido em Itabaianinha, voltado ao acolhimento temporário de crianças em situação de vulnerabilidade

Por Victor Gabriel

A pré-candidata a deputada estadual Ana Luiza participou, nesta segunda-feira (29), do programa CajuCast, apresentado pelo jornalista Uilliam Pinheiro. Durante a entrevista, ela abordou os desafios enfrentados pelas mulheres na política e destacou ações desenvolvidas à frente da Secretaria de Assistência Social de Itabaianinha, entre elas o projeto Família Acolhedora.

Ao comentar sobre a participação feminina na política, Ana Luiza afirmou que, apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, ainda existem barreiras que dificultam a atuação das mulheres em cargos públicos.

Segundo ela, um dos principais obstáculos é o questionamento da capacidade feminina. “Acredito que a primeira dificuldade é o descrédito pela capacidade da mulher. Muitas vezes dizem que ela está ali por influência, amizade ou parentesco, nunca pela própria competência”, afirmou.

A pré-candidata também disse que, quando as mulheres passam a conquistar espaço e reconhecimento, enfrentam novas formas de resistência. “Quando você começa a trabalhar, mostrar resultados e crescer, surgem comentários de que está querendo aparecer demais, e tentam cortar as asas”, declarou.

Ana Luiza ainda comparou a forma como homens e mulheres são avaliados em posições de liderança, citando, como exemplo, a prefeita Emília Corrêa. “Quando o homem se posiciona, ele é visto como líder. Quando a mulher se posiciona, dizem que ela tem personalidade forte ou é arrogante. A gente vê isso com a prefeita de Aracaju, o quanto ela sofre e é questionada. Acredito que muito disso acontece por ela ser mulher”, afirmou.

Durante a entrevista, a pré-candidata também relembrou o projeto Família Acolhedora, implantado durante sua gestão na Secretaria de Assistência Social de Itabaianinha. Segundo ela, a iniciativa foi criada para oferecer um ambiente familiar temporário a crianças afastadas de seus lares por situações de violência, abuso ou outras violações de direitos.

Ana Luiza explicou que o programa funciona por meio da seleção de famílias interessadas em acolher crianças por até dois anos. Durante esse período, o município oferece um salário mínimo para auxiliar nos custos do acolhimento, além de acompanhamento permanente de psicólogos e assistentes sociais para garantir a adaptação da criança e da família.

Ao fim do período de acolhimento, de acordo com a pré-candidata, o objetivo é promover a reintegração da criança à família de origem, quando possível, ou dar continuidade ao processo de adoção pela família acolhedora, conforme prevê a legislação.

Durante a entrevista, Ana Luiza destacou que o projeto se tornou uma referência na área, classificando-o como o segundo maior do Brasil e o maior da região Nordeste em seu segmento e pretende levar para Sergipe todas iniciativas que implementou como secretária para os demais municípios por meio de projetos de leis.

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