Após cirurgia, Priscila Felizola usa experiência pessoal para alertar sobre endometriose

Ao tornar público seu relato, a superintendente contribui para ampliar o debate sobre a endometriose e reforça a necessidade de atenção à saúde da mulher

Por Uilliam Pinheiro

A superintendente do Sebrae Sergipe, Priscila Felizola, usou suas redes sociais nesta quarta-feira (25) para compartilhar um relato pessoal e fazer um alerta importante às mulheres sobre a endometriose. A gestora revelou que precisou passar por uma cirurgia em decorrência da doença e aproveitou o momento para reforçar a importância do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde feminina.

“Hoje estarei lançando oficialmente o Super Mãe da Mulher, mas os nossos planos nem sempre são os mesmos planos de Deus. Esta semana, eu tive que passar por uma cirurgia por conta da endometriose. E é por isso que eu quero falar com vocês”, disse Priscila.

No vídeo, Priscila explicou que, apesar de ser mais comum do que se imagina, a endometriose ainda é pouco compreendida. Segundo ela, a condição atinge entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e, muitas vezes, é silenciosamente suportada por anos. “Muita gente ainda não entende a dimensão desse tema, mas a endometriose é mais comum do que parece. Muitas mulheres acabam convivendo com a dor por anos, achando que isso é normal. E não é”, afirmou.

A superintendente relatou que enfrentou dores persistentes por um longo período antes de receber o diagnóstico adequado. Entre os principais sintomas citados estão cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor ao urinar — especialmente no período menstrual —, sangramento intenso e até dificuldade para engravidar.

Priscila também destacou que o tratamento pode variar de acordo com cada caso. Em situações mais leves, pode envolver controle da dor, terapia hormonal e mudanças na rotina. Já em quadros mais avançados, pode ser necessária intervenção cirúrgica — procedimento pelo qual ela precisou passar.

“Em alguns casos, o tratamento pode envolver controle da dor, tratamento hormonal ou mudanças de rotina. Em outros, cirurgia com retirada do útero e das trompas, que foi justamente o que eu fiz, pois eu estava com um grau avançado da endometriose”, relatou.

Em recuperação, a gestora demonstrou confiança na melhora do quadro. “Com fé em Deus, já já estarei livre dessas dores persistentes, que não melhoravam com nenhum medicamento”, relatou a superintendente do Sebrae Sergipe.

Por fim, Priscila aconselha as mulheres a se cuidar. “Eu quis gravar esse vídeo por um motivo simples: cuidar da saúde é uma decisão de amor próprio. Se você sente dor, se algo não está bem, não adie”, disse ela.

Ao tornar público seu relato, Priscila Felizola contribui para ampliar o debate sobre a endometriose, condição que ainda enfrenta desinformação e subdiagnóstico, e reforça a necessidade de atenção à saúde da mulher.

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