Candidato a primeiro suplente de Rogério Carvalho admitiu sonegação de quase R$ 17 milhões em MG

Segundo reportagem do Mangue Jornalismo, Bruno Costa reconheceu participação em esquema de sonegação fiscal em acordo firmado com o Ministério Público de Minas Gerais

Uma reportagem publicada pelo Mangue Jornalismo aponta que Bruno Costa, candidato a primeiro suplente do senador Rogério Carvalho (PT) nas eleições de 2026 em Sergipe, admitiu ter participado de um esquema que resultou na sonegação de aproximadamente R$ 16,8 milhões em tributos estaduais em Minas Gerais.

Segundo a reportagem, a admissão ocorreu em um acordo de colaboração premiada firmado por Costa com o Ministério Público de Minas Gerais em novembro de 2020 e homologado pela Justiça em 2022. O documento trata de crimes relacionados a sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e contra a administração pública. Os crimes ocorreram entre 2017 e 2019.

O acordo estabeleceu, entre outras medidas, o pagamento de uma multa de R$ 950 mil e o cumprimento de um ano em regime domiciliar aberto diferenciado.

A reportagem também aponta que o empresário relatou o uso dos próprios pais como integrantes formais de empresas relacionadas ao esquema. Costa, porém, negou ao Mangue Jornalismo que os pais tenham sido utilizados como “laranjas”.

Ainda segundo a publicação, uma empresa relacionada ao caso, a Vale Grão, acumula atualmente uma dívida de cerca de R$ 34,7 milhões em ICMS no Portal da Transparência de Minas Gerais.

Apesar das acusações e da colaboração, Costa respondeu a uma ação penal relacionada aos fatos e foi absolvido em 2024. Conforme a reportagem, a decisão foi posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que considerou que os fatos já estavam abrangidos pelo acordo de colaboração premiada.

Bruno Costa foi oficializado em agosto como primeiro suplente de Rogério Carvalho, que disputa a reeleição ao Senado por Sergipe. Procurado pelo Mangue Jornalismo, ele afirmou que foi absolvido pela Justiça mineira e contestou a caracterização de seus pais como “laranjas”. Rogério Carvalho não se manifestou sobre o caso.

Com informações do Mangue Jornalismo
Foto: Mangue Jornalismo

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