“É desumano”, diz Emília Corrêa sobre a prisão preventiva do ex-presidente Bolsonaro

A prefeita de Aracaju analisou que as decisões em torno de Bolsonaro estão contaminadas por elementos políticos

Por Uilliam Pinheiro

A prefeita Emília Corrêa (PL) se pronunciou sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A fala da prefeita foi dada a radialista Magna Santana durante o programa “Tamo Junto” da prefeitura de Aracaju neste sábado (22).

Emília avaliou como a prisão como uma medida desumana. “Eu avalio como ser humana, eu avalio como pessoa. Pare para pensar, gente. Fui defensora pública criminalística. Eu sei o que significa isso [uma prisão]. Prisão para uma pessoa como Bolsonaro, ele tem 70 anos e ele tem problemas sérios de saúde. É desumano”. disse a prefeita.

A prefeita disse que se fosse uma pessoa comum a medida seria diferente, mas como é Bolsonaro o julgamento é diferente. “Se ele não fosse, talvez Bolsonaro, se fosse uma pessoa comum, ele iria para prisão domiciliar como tá tendo. Porque não tem condições [de ir para uma prisão]. É desumano. Então, minha solidariedade pela dor que a família deve tá passando. Pela situação de saúde dele”, ressaltou Emília.

Por fim, a prefeita de Aracaju analisou que as decisões em torno de Bolsonaro não são para se fazer justiça, mas o processo está contaminado por elementos políticos. “Isso é política, excesso de autoridade, é excesso que não deveria ser para ninguém, pra ninguém. A minha visão é essa. Não deveria ser aplicado para ninguém. Muitas outras coisas graves não tiveram essa medida [decretação de prisão]. Então, essa medida não é uma medida de justiça. É uma medida feia de política e a gente lamenta muito”, finalizou Emília.

A prisão do ex-presidente Bolsonaro foi realizada na manhã deste sábado e determinada para garantir a ordem pública, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar, na noite de sexta-feira (21), uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente. A Polícia Federal avaliou que o ato representava risco para os participantes e para os agentes policiais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes baseou-se em uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, visando ao cumprimento de um plano de fuga do ex-presidente.

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