Fábio Meireles afirma que denúncia contra a ONG Olhar Carinhoso foi tentativa de intimidação ao mandato

“Vou responder a quem comanda e a quem eles são aliados”, declarou o parlamentar

O vereador Fábio Meireles (PDT) concedeu entrevista na manhã desta segunda-feira (8) ao jornalista Narciso Machado para esclarecer questionamentos levantados pelo programa Os Linguarudos sobre suposta emenda parlamentar destinada à ONG Olhar Carinhoso.

O parlamentar, que faz oposição à atual gestão municipal e ao pré-candidato Valmir de Francisquinho (Republicanos), afirmou que a denúncia teria como objetivo tentar intimidar sua atuação política.

Durante a entrevista, Fábio Meireles explicou que a ONG Olhar Carinhoso, presidida por sua esposa, Ítala Meireles, jamais recebeu recursos oriundos de emendas da Câmara Municipal de Aracaju, da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.

Segundo o vereador, em 2025 houve apenas a indicação de uma emenda parlamentar do vereador Sargento Byron, no valor de R$ 80 mil, destinada à instituição. No entanto, o recurso nunca foi repassado devido ao não pagamento das emendas parlamentares por parte da administração municipal.

Fábio destacou que diversas entidades sérias da capital também aguardam o recebimento desses recursos, entre elas o IPAESE, a ADRA e o GACC. De acordo com o parlamentar, a informação foi confirmada pelo secretário municipal da Fazenda, Sidney Thiago.

O vereador ressaltou que o recurso seria utilizado para ampliar as ações sociais desenvolvidas pela ONG, que atua de forma permanente junto à comunidade. Apesar disso, afirmou que a instituição sequer possui conta bancária destinada ao recebimento de emendas e que o trabalho continuará independentemente de qualquer repasse público.

“Minha esposa não aceitará receber essa emenda. Ela continuará trabalhando com as mães de neurodivergentes da mesma forma, mesmo sem receber um centavo do poder público”, afirmou.

Fundada em 2020, a ONG Olhar Carinhoso funciona no bairro Soledade e é mantida, segundo Fábio Meireles, com recursos próprios da família. A entidade surgiu com o objetivo de prestar assistência às famílias em situação de vulnerabilidade social da região. “Eu e minha esposa custeamos a instituição para que ela continue existindo e atendendo quem mais precisa”, explicou.

Atualmente, a ONG acompanha mais de 40 mães de crianças neuro divergentes, promove distribuição de sopão em períodos de frio, oferece atendimentos médicos e psicopedagógicos, realiza eventos voltados para as mães e organiza atividades esportivas para crianças e adolescentes, entre outras ações sociais.

Ao comentar a repercussão do caso, Fábio Meireles foi enfático: “Com todo respeito aos jornalistas, vou responder a quem comanda e a quem eles são aliados. Se essa situação foi criada para tentar me calar ou me amedrontar, não conseguirão”, declarou.

O parlamentar também comentou as investigações envolvendo o pré-candidato Valmir de Francisquinho. Segundo ele, os problemas enfrentados pelo político decorreram de decisões tomadas durante o próprio processo investigativo.

“Valmir dizia que estava sendo perseguido pelo sistema, mas houve quebra de sigilo processual e eu busquei conhecimento do processo. Como afirmou Erotildes em uma de suas falas, quem levou Valmir à prisão não foi Belivaldo Chagas. Foi à insistência dele em continuar praticando atos que já eram apontados como irregulares pelo Ministério Público e pela Deotap, mesmo sabendo que estava sendo acompanhado pelos órgãos de controle”, afirmou.

Da Assessoria Parlamentar

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