Por Victor Gabriel
Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestaram nas redes sociais nesta quinta-feira (1º) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negar o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-chefe do Executivo. As declarações foram feitas por Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, cada um em sua respectiva rede social.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou críticas no X (antigo Twitter) e questionou a decisão do ministro com base nas condições de saúde do pai. “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?”, escreveu.
Na publicação, o senador afirmou que o laudo médico aponta a necessidade de cuidados permanentes que, segundo ele, não poderiam ser garantidos no sistema prisional e avança contra o ministro, o chamando de “ser abjeto”.
“Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que saúde de Bolsonaro “melhorou”, o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão – existe até o risco de AVC em função das complicações em sua saúde. Leia o laudo, ser abjeto!”
No fim, o parlamentar citou cirurgias realizadas por Bolsonaro após o atentado sofrido em 2018, afirmando que “a saúde de Bolsonaro nunca mais foi a mesma após a facada”.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) também se manifestou no X e afirmou que a negativa da prisão domiciliar ocorreu mesmo após a apresentação de argumentos médicos e jurídicos pela defesa.
“Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados do meu pai”, escreveu.
Carlos ainda sugeriu que a decisão teria sido previamente determinada. “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez…”, afirmou.
Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou o Instagram para comentar o caso, adotando um tom mais duro contra o ministro do STF.
“Todos estão vendo as atrocidades humanitárias cometidas pelo tiranete de beira de estrada”, publicou.
Na sequência, o parlamentar também atacou apoiadores do ministro. “Ninguém que apoia este abusador o faz por mérito ou legalidade, mas por interesse próprio”, escreveu.
A decisão de Alexandre de Moraes manteve Bolsonaro preso após análise do pedido da defesa, que alegava incompatibilidade entre o estado de saúde do ex-presidente e o regime prisional. O ministro entendeu que, até o momento, não há elementos suficientes que justifiquem a concessão da prisão domiciliar.
Foto: Roberto Jayme / Ascom / TSE





