O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta sexta-feira (6), a divulgação do laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o documento, apesar de não haver necessidade de transferência imediata para um hospital, o ex-presidente deve receber cuidados médicos mais rigorosos para evitar complicações graves, como um infarto.
O laudo foi produzido após exames realizados por três médicos peritos no dia 20 de janeiro, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está custodiado. Segundo a avaliação, o ex-presidente apresenta sete doenças crônicas:
- síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) em grau grave;
- obesidade clínica;
- aterosclerose sistêmica;
- doença do refluxo gastroesofágico;
- queratose actínica;
- aderências (bridas) intra-abdominais.
- hipertensão arterial sistêmica;
Além da avaliação clínica, os peritos da Polícia Federal também inspecionaram as instalações da unidade prisional, incluindo a cela ocupada por Bolsonaro e as áreas comuns. Ao final da análise, foram feitas recomendações para melhorar as condições de custódia e preservar a saúde do ex-presidente, como a realização de investigação neurológica complementar, instalação de grades de apoio e campainhas de emergência no alojamento, acompanhamento contínuo nas áreas comuns, além de avaliação nutricional, prática regular de atividade física e tratamento fisioterápico contínuo.
Ainda conforme o relatório, Bolsonaro relatou que as condições da cela na chamada “Papudinha” são melhores do que as da Superintendência da Polícia Federal, onde esteve detido anteriormente. Segundo ele, o local oferece mais espaço para circulação, limpeza considerada satisfatória e menor incômodo com ruídos, mesmo com obras em andamento. Na unidade anterior, o ex-presidente havia reclamado frequentemente do barulho do sistema de ar-condicionado.
O laudo médico foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes e integra a decisão que determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF para o Complexo da Papuda, ocorrida no dia 15 de janeiro. Moraes concedeu prazo de cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre o conteúdo do documento.
Após esse período, o ministro deverá reavaliar o pedido de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente, solicitado pelos advogados com base em razões humanitárias, relacionadas à idade e ao estado de saúde. Até o momento, não há prazo definido para a decisão.
Por Redação O Caju Notícias com informações da Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil




