“Não aprovaremos retrocessos”, diz Ricardo Vasconcelos sobre proposta de reforma da Previdência Municipal

O vereador também destacou uma reunião recente com a prefeita Emília Corrêa (PL), na qual ela assegurou que estaria empenhada em retirar pontos do projeto considerados prejudiciais pelos servidores

Durante pronunciamento, na Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na manhã desta quarta-feira, 9/7, o vereador Ricardo Vasconcelos (PSD) usou a tribuna para tratar da proposta de reforma da Previdência Municipal, destacando que o Parlamento não aprovará qualquer medida que represente retirada de direitos dos servidores públicos.

Em seu discurso, Ricardo procurou acalmar os ânimos e garantir que o Legislativo está atento e comprometido com a defesa dos trabalhadores. “Este Parlamento não vai aprovar uma reforma da Previdência que represente retirada de direitos para trabalhador nenhum. É pra frente que se anda, fazendo a boa política, cuidando dos nossos servidores e do nosso povo. Para isso fomos eleitos”, afirmou.

O vereador também destacou uma reunião recente com a prefeita Emília Corrêa (PL), na qual ela assegurou que estaria empenhada em retirar pontos do projeto considerados prejudiciais pelos servidores. Segundo o parlamentar, ajustes estão sendo feitos com o apoio do corpo técnico da Previdência Municipal e com acompanhamento da bancada governista. “Saí daquela reunião tranquilo, porque percebi que todos os vereadores estão vigilantes e comprometidos com a pauta dos servidores”, pontuou.

Ricardo frisou que o Executivo tem demonstrado disposição para ouvir os sindicatos e buscar uma proposta equilibrada. “Os sindicatos estão o tempo todo dentro da Prefeitura, discutindo com a Previdência, com a Secretaria Municipal do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), com a prefeita e com o líder da bancada. O que todos querem é uma reforma que não represente retrocesso nem perda de direitos. E é isso que o Parlamento também quer.”

Ao abordar o déficit previdenciário, o vereador reconheceu a necessidade de ajustes no sistema, mas foi enfático ao rejeitar qualquer tentativa de repassar a responsabilidade para os trabalhadores. “Se gerirem bem o dinheiro do servidor, tem como  todo mundo se aposentar com tranquilidade. Agora, se desviarem a finalidade, não tem dinheiro que dê. E depois querer botar a conta no bolso do trabalhador, não é o caminho”, criticou.

Por fim, o parlamentar reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos dos servidores e disse confiar no diálogo entre Legislativo, Executivo e sindicatos para a construção de uma reforma justa. “Não vamos colocar nossas digitais em uma reforma que sacrifique o servidor. Vamos votar aqui uma reforma que seja melhor para todos, que oxigene o fundo e preserve a dignidade de quem trabalhou a vida inteira.”

Fonte: Câmara de Vereadores de Aracaju

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