O pré-candidato a deputado estadual Adroaldo Alves defendeu, durante entrevista ao CajuCast na última segunda-feira (27), a criação de um projeto de lei que garanta o porte de arma para vigilantes fora do horário de trabalho. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Uilliam Pinheiro.
Segundo Adroaldo, os profissionais da segurança privada ficam vulneráveis ao deixarem seus postos de trabalho, já que não podem portar arma no trajeto até suas residências.
“Por mim, qualquer cidadão brasileiro que cumprisse todos os requisitos poderia ter uma arma, mas infelizmente, o governo que tá aí é desarmamentista e eles não concordam”, afirmou.
Para ilustrar sua posição, o pré-candidato relatou um episódio envolvendo um vigilante que teria sido ameaçado após reagir a uma tentativa de crime dentro de um banco.
“Ele olhou para o vigilante e falou ‘18 horas você vai tá ali naquele ponto de ônibus e eu vou lhe pegar’. E aí eu pensei: o Estado vai fazer a segurança desse pai de família quando ele sair do serviço?”, disse.
Adroaldo questionou a limitação do porte de arma apenas ao período de trabalho, destacando que os vigilantes passam por formação, exames psicológicos e checagem de antecedentes.
“Por que o vigilante tem direito ao porte durante doze horas de serviço, mas não pode utilizá-la após o fim do trabalho? Eu sou a favor de criarmos um projeto de lei para que o vigilante tenha direito ao porte de arma de trânsito. Não digo que todos terão arma, mas que tenham o direito”, defendeu.
O pré-candidato também ressaltou a necessidade de atenção à saúde mental dos profissionais da segurança pública e privada.
“Nossas forças de apoio precisam de atendimento psicológico. Polícia Militar, segurança privada, é tudo um conjunto só”, pontuou.
Durante a entrevista, Adroaldo Alves explicou ainda os motivos que o levaram a lançar sua própria pré-candidatura a deputado estadual, em vez de apoiar outro nome.
“A gente não é daquela política tradicional, fazemos uma linha fora da curva. […] Durante minha trajetória, eu comecei a entender que o povo precisava de mais representação, e não só em Aracaju como em todo o estado”, afirmou.
Ele destacou que decidiu seguir com candidatura própria por acreditar em um modelo político mais próximo da população.
“É muito mais conveniente recuar e apoiar alguém visando apoio futuro. Mas eu tenho outro ideal: trabalhar para o povo e com o povo. Então vou colocar meu nome à disposição, hoje eu sou pré-candidato a deputado estadual e a gente vai vir pra cima”, concluiu.






