A prefeita Emília Corrêa inaugurou, na tarde desta terça-feira, 18, a nova Usina de Asfalto da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e entregou 18 novos equipamentos que passam a reforçar a estrutura operacional do município. Juntos, os investimentos somam cerca de R$ 30 milhões e representam um marco para a infraestrutura da capital sergipana.
Com a nova estrutura, Aracaju amplia significativamente a capacidade de produção da própria massa asfáltica utilizada nos serviços de pavimentação, recapeamento e manutenção viária. A iniciativa reduz a dependência de fornecedores externos, fortalece a autonomia do município e garante mais eficiência na execução das obras.
A cidade já contava com uma usina de asfalto, instalada originalmente em 2009, mas com a capacidade limitada de produção. Após passar por recuperação e modernização, a estrutura foi integrada ao novo parque operacional da Emurb. Com isso, o município passa a contar com duas usinas próprias de produção de massa asfáltica. O conjunto coloca Aracaju entre as maiores estruturas do segmento na América Latina e como a maior do Nordeste em capacidade produtiva.
A nova usina é uma LINTEC CSD 2500B, equipamento de origem alemã, dotado de sistema de dosagem gravimétrica e capacidade nominal para produzir aproximadamente 180 toneladas de massa asfáltica por hora. A referência operacional adotada prevê uma produção média de cerca de 600 toneladas por dia para atender às frentes de serviço da empresa municipal, volume que pode representar um alcance anual de aproximadamente 54 quilômetros de pavimentação.
A produção própria permite mais agilidade nos serviços de pavimentação, recapeamento, tapa-buracos e manutenção viária, além de garantir maior controle sobre a qualidade dos materiais, os custos e o planejamento das obras.
Durante a solenidade, a prefeita Emília Corrêa destacou a importância do investimento para o desenvolvimento da cidade.
“Essa usina é um patrimônio de Aracaju. As gestões passam, mas esse equipamento ficará para a cidade e para as futuras gerações. Com a produção própria, teremos um asfalto com mais qualidade, mais acessível e com redução de custos para o município. Além de atender às necessidades da nossa cidade, essa estrutura também abre a possibilidade de comercialização da massa asfáltica para outros municípios, gerando receita e fortalecendo ainda mais a capacidade de investimento da Prefeitura. Aracaju ainda tem muitos desafios, mas estamos construindo uma base sólida para enfrentá-los”, afirmou.
retirado das próprias vias durante os serviços de manutenção. A reciclagem do pavimento reduz desperdícios, aumenta a eficiência da produção e contribui para a diminuição dos impactos ambientais.
A produção própria também gera economia para os cofres públicos. Em média, uma obra executada pela estrutura municipal custa cerca de R$ 925 mil por quilômetro, enquanto um serviço equivalente contratado no mercado pode ultrapassar R$ 1,6 milhão por quilômetro, a depender das características da intervenção.
Fonte: Agência Aracaju de Notícias
Foto: Felipe Bass / PMA





