Por Uilliam Pinheiro
O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (Cidadania), deve disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa de Sergipe nas eleições deste ano. Embora Ricardo Marques já tenha cogitado disputar à Câmara dos Deputados e até o Governo do Estado, o seu momento político atual aponta para um caminho considerado mais viável que seria a disputa por uma cadeira no Legislativo estadual.
Segundo fontes ouvidas pelo site O Caju Notícias, o rompimento político e o desgaste na relação com a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), dificultaram uma possível candidatura de Ricardo Marques à Câmara Federal. A eleição para deputado federal é avaliada como uma das mais concorridas, exigindo grande estrutura política e financeira. Além disso, em caso de insucesso, restaria ao vice-prefeito apenas uma eventual disputa pela Câmara Municipal de Aracaju em 2028, dado que é quase impossível manter a dobradinha Emília/Ricardo vista em 2024.
Diante desse contexto, a avaliação interna é de que uma pré-candidatura à Assembleia Legislativa permitiria a Ricardo Marques manter projeção política e, caso eleito, construir um caminho sólido para uma futura disputa pela Prefeitura de Aracaju, possivelmente enfrentando sua ex-aliada, Emília Corrêa.
Ricardo Marques já teria compreendido esse cenário e descartado, ao menos por ora, a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A principal indefinição, neste momento, está relacionada ao seu posicionamento político. O vice-prefeito avalia se permanece no campo da oposição — mesmo sem manter relação política com a prefeita, que lidera o agrupamento oposicionista — ou se migra para a base governista do governador Fábio Mitidieri. Essa decisão envolve, sobretudo, a análise de como sua base eleitoral reagiria a uma eventual mudança de alinhamento.
Convites partidários não faltam. Ricardo Marques mantém conversas avançadas com o MDB, liderado em Sergipe pelo senador Alessandro Vieira, e com o PSB, capitaneado pelo vice-governador Zezinho Sobral – ambos partidos da base governista – e também com o PL, presidido pelo casal Rodrigo e Moana Valadares ou permanecer no Cidadania, ambos partidos que fazem parte do grupo de oposição,
Em conversa com o site O Caju Notícias, o vice-prefeito adotou um tom cauteloso. Ele não confirmou nem negou a pré-candidatura à Assembleia Legislativa e afirmou que ainda está avaliando os convites e o cenário político.
“Tenho visto muitas especulações, mas não há nenhuma decisão tomada nesse momento. Estou em diálogo, ouvindo, avaliando cenários e, principalmente, focado no trabalho e nas pessoas que confiam em mim. Qualquer definição só será feita no tempo certo, com responsabilidade e respeito a quem acompanha a minha trajetória. Quando houver algo concreto, será anunciado de forma clara e pública”, declarou Ricardo Marques.
Nos bastidores, porém, a leitura predominante é de que a Assembleia Legislativa representa, hoje, o caminho mais seguro e estratégico para o vice-prefeito seguir competitivo e com projeção política no cenário sergipano.





