Por Uilliam Pinheiro
A derrota nas eleições de 2024 fez com que o ex-prefeito Padre Inaldo tivesse que mudar os rumos do planejamento político que havia traçado. O objetivo inicial fazer a deputada Carminha Paiva como sua sucessora na Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro e, a partir dessa base, disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Contudo, o eleitorado do município reprovou a sua gestão e sua candidata nas urnas e elegeu Samuel Carvalho como novo prefeito.
Diante desse cenário, o grupo do ex-prefeito decidiu retirar Carminha Paiva da linha de reeleição a deputada estadual e apostar no nome de Padre Inaldo na busca de manter uma das cadeiras na Assembleia Legislativa. A confirmação veio por meio das falas dos vereadores mais aliados e alinhados ao ex-prefeito, Charlys de Gel e Luiz Paulo Panzuá, que, em discursos na Câmara de Vereadores e em participação em um podcast nesta quinta-feira (02), onde anunciaram apoio ao ex-prefeito para o cargo de estadual. Com isso, fica descartada de uma só vez as hipóteses de Inaldo disputar a Câmara dos Deputados e de Carminha buscar a reeleição na Alese.
Nos bastidores, Inaldo já vem se movimentando. Tem intensificado visitas a municípios em busca de apoio, participado de eventos políticos e, em suas redes sociais, buscando destacar as realizações de seus oito anos à frente da Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro.
O desafio, porém, está longe de ser simples. Padre Inaldo enfrenta alta rejeição no município de Nossa Senhora do Socorro, seu reduto eleitoral, o que pode dificultar sua caminhada. Além disso, pesa contra ele o distanciamento político em relação ao agrupamento do governador Fábio Mitidieri, fator que pode limitar articulações políticas essenciais para uma candidatura competitiva. O ex-prefeito optou em caminhar com o senador Rogério Carvalho e o PT desde às eleições municipais de 2024.
A substituição de Carminha por Inaldo revela mais do que uma mudança de nomes, mas sim, a tentativa de sobrevivência de um grupo político que, após o revés nas urnas, busca manter espaço na cena estadual. Se o ex-prefeito conseguirá transformar rejeição em votos e isolamento em alianças, só o resultado das urnas de 2026 dirão.





