Valmir dispara contra Rodrigo Valadares: “Ele não cite meu nome, não, porque eu não vou estar no PL com Rodrigo sendo presidente”

Prefeito de Itabaiana volta a contestar condução de Rodrigo Valadares no comando do PL em Sergipe

Por Victor Gabriel

O cenário político de Sergipe voltou a ganhar intensidade após novas declarações do prefeito Valmir de Francisquinho (PL). Em entrevista concedida a uma rádio do município agreste, o gestor afirmou de forma direta que não permanecerá no Partido Liberal com o deputado federal Rodrigo Valadares na presidência estadual da sigla.

Durante a entrevista, Valmir foi categórico ao rejeitar qualquer associação política com o parlamentar: “Ele não cite meu nome, não, porque eu não vou estar no PL com Rodrigo sendo presidente do PL.”

A fala reforça um posicionamento que o prefeito já havia externado na semana anterior. Em 22 de novembro, em entrevista à Rádio Itabaiana FM, Valmir considerou “precipitada” a decisão de Rodrigo Valadares de assumir o comando do PL em Sergipe e avaliou que o processo ocorreu de maneira inadequada, sem diálogo com lideranças históricas do partido no estado.

Na ocasião, o prefeito listou uma série de críticas à movimentação do deputado: “Acho que o Rodrigo se equivocou, um equívoco muito grande, nesse entendimento de aceitar o PL agora. Se ele pensa em ser senador, precisa buscar união e fortalecimento, porque a chance de alcançar esse objetivo aumenta.”

E ele complementou: “Lá na frente, quando ele fosse senador e a esposa deputada federal, seria o momento de querer dirigir o partido. Agora, da forma como aconteceu, complica a continuidade do trabalho que vínhamos desenvolvendo desde 2008, quando o PL ainda era PR.”

Valmir já havia ressaltado que seu futuro político estava em aberto e admitiu estar analisando alternativas partidárias. Segundo ele, outras siglas já demonstraram interesse em contar com sua filiação. “Temos partidos que já foram oferecidos, e vamos analisar. O PL é um partido pelo qual temos muito carinho, mas vamos ver como será a continuidade. Tudo pode acontecer.”

As declarações ampliam a tensão interna no bloco de oposição que vive um momento de reestruturação e disputa por espaço.

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