Alessandro Vieira será relator da PEC da Blindagem no Senado e reafirma posição contrária: “Meu relatório será pela rejeição”

Senador afirma que proposta aprovada na Câmara representa um retrocesso do ponto de vista democrático

O senador Alessandro Vieira (MDB) foi designado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD/BA), para relatar a chamada PEC da Blindagem no Senado Federal. A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados, busca criar novas barreiras para que parlamentares e autoridades sejam investigados e processados, o que na prática abre caminho para privilégios e impunidade.

Entre os pontos mais criticados está a possibilidade de as votações relacionadas a investigações de parlamentares acontecerem de forma secreta, reduzindo a transparência e dificultando a responsabilização de quem ocupa cargos públicos. Na votação da Câmara, três deputados federais de Sergipe se posicionaram a favor da proposta, Rodrigo Valadares (União Brasil), Thiago de Joaldo (PP) e Gustinho Ribeiro (Republicanos), o que aumentou ainda mais a repercussão negativa no estado.

Para Alessandro, a proposta representa um grave retrocesso institucional. “Minha posição sobre o tema é pública e muito clara. O relatório será pela rejeição, demonstrando tecnicamente os enormes prejuízos que essa proposta pode causar aos brasileiros”, afirmou o senador.

Alessandro, que construiu sua trajetória como delegado de polícia e parlamentar comprometido com o combate à corrupção e às más práticas, reforçou que a PEC é inaceitável do ponto de vista democrático. “A PEC da Blindagem é mais um tapa na cara do cidadão. Em vez de criar mecanismos de proteção para quem ocupa cargos políticos, precisamos fortalecer a justiça e a igualdade perante a lei. O brasileiro espera seriedade, não privilégios”, completou.

Com a relatoria nas mãos, Alessandro Vieira assume protagonismo no enfrentamento à PEC e promete um parecer técnico firme e embasado, em sintonia com o clamor popular por justiça, transparência e responsabilidade.

Por Laisa Bomfim/Assessoria Parlamentar
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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