Vereador Hebert questiona exclusividade de laudos do TEA emitidos apenas por neuropediatras e psiquiatras infantis

Segundo o parlamentar, essa limitação dificulta o acesso de milhares de famílias ao diagnóstico e, consequentemente, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e outros direitos garantidos por lei

Durante pronunciamento na tribuna da Câmara, o vereador Hebert Pereira levantou um debate sobre a lógica que restringe a emissão de laudos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) a apenas neuropediatras e psiquiatras infantis.

Segundo o parlamentar, essa limitação dificulta o acesso de milhares de famílias ao diagnóstico e, consequentemente, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) e outros direitos garantidos por lei.

“Criou-se uma lógica irracional que desprestigia outros médicos igualmente capacitados. A lei do ato médico garante a todo médico, devidamente habilitado, o direito de emitir laudos de diagnósticos, inclusive o TEA. Limitar isso a apenas duas especialidades é negar acesso, principalmente aos mais carentes”, afirmou Hebert.

O vereador defendeu que médicos da família e clínicos gerais — que acompanham muitas crianças desde o nascimento — também devem ter reconhecida sua competência para emissão de laudos.

“É injusto desconsiderar o trabalho desses profissionais, que estão na linha de frente e conhecem a realidade de cada paciente. O debate precisa ser técnico, mas também humano”, completou.

Hebert Pereira reafirmou o compromisso de seguir discutindo pautas que envolvem acessibilidade, inclusão e justiça social, especialmente voltadas às famílias de pessoas com autismo.

Por Assessoria Parlamentar

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