Por Victor Gabriel
Nesta quinta-feira (16), após retornar de Brasília com a assinatura de obras para Sergipe e a definição do nome de Rogério Carvalho para a chapa majoritária, o governador Fábio Mitidieri concedeu entrevista ao jornalista Narciso Machado, para o Jornal da Fan, da Rádio Fan FM. Durante a conversa, ele abordou o rompimento político com o ex-governador Belivaldo Chagas, fez um balanço da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comentou a retomada da aliança entre PSD e PT no estado.
Ao falar sobre o rompimento com Belivaldo, Mitidieri destacou respeito pela trajetória do ex-aliado, ressaltando que divergências fazem parte do processo político. O governador afirmou que entende as decisões tomadas e reforçou que, de sua parte, não há ressentimentos.
“Eu respeito muito as posições. Sempre disse que eu tenho muito respeito por Belivaldo, eu não tenho o que falar de Belivaldo. Política é escolhas, como é minha vida. Ele fez a escolha dele, Priscila fez a escolha dela, enfim. E eu deixo a sociedade fazer seu julgamento. Da minha parte, está tudo certo. Da minha parte, eu tenho a compreensão de que fiz tudo aquilo que estava ao meu alcance, que cumpri todos os meus compromissos. Nunca fui de fugir dos meus compromissos, sempre tive palavra, honrei minha palavra em tudo que acordei e estou tranquilo quanto a isso. Às vezes, tudo ainda é insuficiente, então paciência”
O governador também relembrou o histórico de apoio mútuo entre ele e Belivaldo em eleições passadas, destacando a importância dessa relação para suas respectivas trajetórias políticas. Segundo Mitidieri, é possível reconhecer a contribuição do ex-governador sem transformar o rompimento em conflito pessoal.
“Eu tenho muito respeito para o governador Belivaldo, eu não tenho uma marca da ingratidão. Eu sou governador, e em 22 ele me ajudou a ser governador, e ele foi governador em 18, e eu e meu pai ajudamos muito para ele ser governador em 2018. Então, só voltando um pouquinho, se Belivaldo foi governador em 18, foi com o nosso apoio, se eu fui governador em 22, foi com o apoio dele, e eu não guardo uma mágoa dentro de mim, sei separar a gratidão pelo gesto, a importância que ele teve para mim naquele momento, e vou respeitar a decisão dele, porque é da política”
Reaproximação entre PSD E PT
Ao ser questionado sobre o assunto, Mitidieri destacou a relação histórica entre o PSD e o PT em Sergipe, citando o papel do ex-governador Marcelo Déda na formação e consolidação das siglas no estado. Ele afirmou que a origem do PSD em Sergipe está diretamente ligada à articulação política liderada por Déda.
“Eu acho que a história do PSD em Sergipe se confunde com o PT, porque embora o PSD seja um partido mais jovem, o PSD foi criado em Sergipe por captaneado por Marcelo Deda. Deda, de certa feita, ainda disse assim: ‘o PT é o partido do meu coração e o PSD é o partido dos meus amigos’. Aqueles que não eram petistas e que ele foi acomodando o PSD no primeiro momento, quando ele convidou o meu pai para ingressar, quando ele convidou o Ulisses Andrade, que ainda era deputado, para formar o PSD, Jorge Araújo, nomes históricos da política sergipana, e que ajudaram a formar o nascimento do PSD aqui em Sergipe”
Ainda sobre o tema, o governador avaliou com naturalidade a reaproximação entre PSD e PT, destacando que a aliança tem raízes históricas e que o distanciamento ocorrido em 2022 foi pontual.
“Eu tenho uma tranquilidade de ver o PSD e o PT caminhar juntos, porque o PSD nasceu junto com o PT aqui em Sergipe. Eu brincava com Eliane Aquino que o PSD era o partido do sou Deda,. A gente tinha essa brincadeira ali, porque o Deda era quem estava articulando o PSD junto com o Cassab, na nacional, e com o Eduardo Campos. Foi um dos que também ajudou naquele momento, na minha criação do PSD. Então, como eu falei, um partido que esteve em uma caminhada sempre conjunto, alinhada com o PT. Tivemos um momento de divergência em 2022, e agora tem esse realinhamento”






