“Continuo apoiando Flávio Bolsonaro até que a liderança do PL decida mudar”, diz Cecília Marques após revelação de áudios envolvendo Flávio e Vorcaro

Pré-candidata defendeu apuração por meio de CPI e sinalizou abertura de Ricardo Marques para diálogo com grupo de Valmir em eventual segundo turno

Por Victor Gabriel

Nesta segunda-feira (25), a pré-candidata a deputada estadual Cecília Marques participou do programa CajuCast, comandado pelo jornalista Uilliam Pinheiro, e comentou sobre o cenário político da direita em Sergipe, além da repercussão envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.

Durante a entrevista, Cecília afirmou que continuará apoiando a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro enquanto não houver qualquer mudança de orientação dentro do Partido Liberal (PL). Segundo ela, a definição deve partir da liderança nacional do agrupamento.

“Continuo até que a liderança do PL decida mudar. Se for uma decisão de Valdemar ou do próprio Flávio Bolsonaro, então sem problema nenhum. A gente está dentro de um bloco da direita onde eles vão dar direção à gente”, declarou.

Ao comentar os áudios divulgados recentemente, que apontariam uma relação próxima entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, Cecília disse que não há provas concretas contra o senador e defendeu cautela diante das informações divulgadas.

“Vazou um áudio, o que é que eu tenho de controle disso? Nada. Eu só posso falar se tivesse sido vazado o meu, porque aí eu teria 100% de certeza de qual foi o motivo, do porquê foi o meu contato. Mas de Flávio eu não tenho nada, eu só tenho o que ele falou, e se até então não foi provado o contrário, pra mim é a verdade, eu não posso falar por ele”, afirmou.

A pré-candidata também declarou que, diante das informações disponíveis até o momento, considera necessária uma investigação mais aprofundada sobre o caso.

“No meu caso, eu não tenho o que falar sobre isso, porque o que eu sei é o que você sabe, o que saiu na rede social e é isso. Não querem haja uma CPI? Não defendem isso? Então que haja uma CPI.”, completou.

Durante a entrevista, Cecília Marques também comentou sobre a possibilidade de aproximação entre grupos políticos da direita em Sergipe. Segundo ela, o ex-prefeito de Aracaju Ricardo Marques teria perfil aberto ao diálogo e poderia receber apoio do grupo liderado por Valmir de Francisquinho e Emília Corrêa em um eventual segundo turno eleitoral.

“A gente nunca teve problema nenhum com Valmir de Francisquinho, nenhum problema com ele. Eu acho que Ricardo sempre foi uma pessoa de diálogo, de porta aberta, alguém de grupo mesmo. Se alguém decidir comungar dos mesmos princípios, acreditar que existe a possibilidade da direita e Ricardo estarem no segundo turno e quiser vir, duvido que ele crie qualquer situação negativa”, disse.

Apesar da sinalização de diálogo político, Cecília ressaltou que mantém reservas pessoais em relação a integrantes do agrupamento de oposição.

“Mas se você disser que vai ter uma amizade com algumas pessoas desse agrupamento, vai ter confiança com alguns, então não. Porque confiança é algo que a gente dá, e você decide o que quer fazer com ela. Confiança é algo muito sensível, pois uma vez que ela se rompa, dificilmente a gente volta a confiar 100% numa pessoa de novo. A gente pode conviver e respeitar, mas confiar? Nem sempre. E em algumas pessoas eu não confio”, concluiu.

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