Por Uilliam Pinheiro
As eleições para o Governo de Sergipe estão polarizadas entre o atual governador, Fábio Mitidieri, e o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho. Os demais pré-candidatos, como demonstram as pesquisas, ainda não conseguiram apresentar projetos aos sergipanos a ponto de ameaçar eleitoralmente o governador e o ex-prefeito de Itabaiana.
O governador Fábio Mitidieri busca a reeleição com o discurso de que “o meu melhor cabo eleitoral é a minha gestão”, defendendo que as entregas realizadas e os resultados econômicos e sociais apresentados por sua administração convencerão o eleitorado sergipano a dar continuidade ao seu mandato.
De fato, Sergipe vive um dos melhores momentos de sua história. É o estado mais seguro do Nordeste e o terceiro mais seguro do Brasil, quando há dez anos era um dos estados mais perigosos do país. Os investimentos e os eventos voltados ao turismo promovidos pela gestão de Fábio Mitidieri impulsionaram o setor como nunca antes na história do Estado, gerando renda e emprego.
Falando em emprego, Sergipe bate recordes na geração de postos de trabalho, chegando à marca de ter mais trabalhadores com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família. Somam-se a isso diversas obras de infraestrutura, como a entrega da primeira etapa do Complexo Viário Maria do Carmo, o início das obras do Guajará e a assinatura da ordem de serviço da segunda ponte Aracaju/Barra. Há ainda a entrega do Hospital do Câncer e a reforma e climatização de mais de 100 escolas estaduais.
É com essas entregas e resultados que o governador Fábio Mitidieri se apresentará aos sergipanos, defendendo que é hora de dar continuidade ao trabalho de quem está entregando resultados, em vez de apostar no discurso populista de quem promete tudo, representado por Valmir de Francisquinho.
Já o discurso de Valmir de Francisquinho é o de alguém que afirma ser capaz de fazer tudo e, por isso, anuncia promessas em grande quantidade nas entrevistas de que participa. O ex-prefeito de Itabaiana prometeu entregar 100 ônibus elétricos no primeiro ano de governo, mas não explicou como fará isso nem quais serão as fontes de recursos. Também afirmou que concederá a gratificação de periculosidade aos profissionais da segurança pública até abril de 2027, caso seja eleito, além de declarar que romperá o contrato de concessão da Iguá.
São promessas inseridas em um discurso populista, que calcula cuidadosamente o que a população deseja ouvir, mas não explica como essas medidas serão executadas. Chama a atenção o fato de que, ao mesmo tempo em que afirma que o Estado está endividado, anuncia medidas que ampliariam as despesas já no primeiro ano de mandato, reforçando esse discurso voltado à conquista do voto, sem esclarecer a viabilidade do cumprimento das promessas.
São esses dois atores políticos, com discursos antagônicos, que disputarão o coração dos sergipanos em outubro deste ano. De um lado, um candidato que apresenta os resultados de sua gestão como principal argumento. Do outro, um candidato que vende a imagem de um gestor capaz de fazer tudo, sem apresentar de forma detalhada o plano de como pretende transformar essas promessas em realidade.





