Por Uilliam Pinheiro
A convenção da base governista realizada nesta quarta-feira (05) chamou a atenção pelo fato de Rogério Carvalho e André Moura se abraçarem uma aliança formando o tal “Time de Lula”. Essa parceria apresenta incoerência no discurso de Rogério e remete a um contraste entre o petista e senador Alessandro, mostrou coragem e coerência ao qual o petista não teve. Acompanhem os fatos.
O senador Alessandro Vieira deixou claro, em diversas entrevistas, que seu perfil político era incompatível com o de André Moura. Em suas declarações, afirmou que não fazia sentido dividir o mesmo palanque com o ex-deputado federal, chegando a dizer que “acordava tranquilo com o despertador, enquanto André poderia acordar a qualquer momento com a Polícia Federal batendo à porta”.
Essa posição culminou em sua saída da chapa liderada pelo governador Fábio Mitidieri. Embora a decisão pudesse representar perdas políticas e eleitorais, Alessandro acabou preservando aquilo que considerava mais importante que é sua coerência e seus princípios.
Rogério Carvalho, por outro lado, seguiu um caminho contrário. Visando um resultado eleitoral, preferiu “abraçar” André Moura e o incluiu no chamado “Time de Lula”. O mesmo André Moura que foi um dos articuladores do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, episódio frequentemente classificado pelo PT como um golpe contra a democracia.
Além disso, André Moura esteve ao lado de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022 e possui posições políticas que, em diversos temas, divergem das bandeiras historicamente defendidas pelo Partido dos Trabalhadores. Diante desse histórico, a aproximação com Rogério Carvalho parece contradizer o discurso que o próprio PT sustenta há anos.
O contraste de posições entre Alessandro e Rogério são evidentes. Enquanto Alessandro Vieira assumiu os custos políticos de manter sua posição ao descartar uma aliança com André Moura, Rogério Carvalho optou por esquecer o passado de André e tê-lo como parceiro de chapa.
O PT de Sergipe há de questionar: Rogério Carvalho representa, de fato, os princípios históricos do PT ou utiliza a força da legenda e da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apenas como instrumento para seu próprio projeto eleitoral?





