Por Aryadny Silva
Eleito para representar os interesses do povo sergipano na Câmara Federal, esperava-se atuação firme, apresentação de projetos relevantes, fiscalização efetiva e, sobretudo, transparência na destinação de recursos públicos. No entanto, a percepção que se constrói é de um mandato sem entregas significativas para o estado de Sergipe.
Não se trata apenas de discordância ideológica. Divergências políticas são naturais e fazem parte da democracia. A crítica aqui é sobre produtividade, compromisso e resultados concretos. Onde estão os projetos estruturantes? Onde estão as iniciativas que impactaram diretamente a vida do povo sergipano? Onde está a transparência detalhada das emendas destinadas ao estado?
A política não pode ser trampolim de ambições pessoais desconectadas de resultados. Aspirar ao Senado é legítimo. Faz parte do jogo democrático. Mas toda candidatura precisa estar sustentada por histórico, trabalho e contribuição real à sociedade.
É como um funcionário contratado sob regime CLT que, sem apresentar resultados, sem bater metas e sem demonstrar liderança, decide pleitear o cargo de gerente. Ambição não substitui competência. Desejo não substitui entrega.
O Senado da República exige preparo, responsabilidade e trajetória consistente. Sergipe precisa de representantes que conheçam suas demandas, que dialoguem com a população e que apresentem soluções concretas, não apenas discursos e projeções pessoais.
A política deve ser construída com trabalho contínuo, não com saltos oportunistas. Antes de buscar um cargo maior, é preciso provar, no cargo atual, que se fez por merecer a confiança depositada nas urnas.
O povo sergipano merece mais do que ambição. Merece resultado, compromisso e transparência. O deputado Rodrigo Valadares parece estar vivendo aquilo que o ditado popular resume bem: sede ao pote demais.
[*] é ativista social, escritora e comunicadora





